quarta-feira, 26 de março de 2008

O Que é Nacional Também é Bom!

Hoje assinala-se o Dia do Livro Português! A ideia visa promover a leitura de autores nacionais, o que é perceptível.
Temos autores com muita qualidade. Temos nomes bem conhecidos, como Lobo Antunes, Miguel Sousa Tavares, José Rodrigues dos Santos, que ainda produzem; temos também grandes escritores que já nos deixaram, como Fernando Pessoa, Miguel Torga, José Cardoso Pires; e temos ainda bons autores portugueses que são perfeitos desconhecidos para a maioria das pessoas, mais velhos e mais jovens, como, por exemplo, Alexandre Honrado, entre muitos outros. Leia-se! Leia-se em Português! Há muita e muito boa produção literária lusa! Leia-se Torga, leia-se Sousa Tavares, leiam-se autores desconhecidos, mas, leiam-se autores portugueses, da mesma forma como se leêm escritores estrangeiros, porque o que é nacional, pelo menos em termos literários, também é bom, muito bom mesmo!...
Boas leituras!


Sophia

domingo, 23 de março de 2008

Tudo Sobre Rodas...

A equipa lusa de Hóquei em Patins, na categoria de sub-23, conquistou hoje a 12ª Taça Latina da modalidade para Portugal, na 23ª Edição deste evento, que se realizou no Pavilhão Multidesportos de Coimbra.
A turma das quinas "bateu" a selecção espanhola por 3-0, numa partida em que os jovens hoquistas nacionais revelaram grande maturidade. Tendo dominado o jogo, impondo o ritmo que mais convinha à nossa equipa, empurrando a pressão para cima de nuestros hermanos, e revelando grande capacidade técnica, os "tugas" souberam fazer uma boa e inteligente gestão do jogo e subjugaram os espanhóis a uma derrota sem hipóteses de resposta, que podia ter sido bem mais pesada (por tudo aquilo que os nossos jogadores fizeram e pelas oportunidades não concretizadas).
Uma palavra também para o novo seleccionador nacional, Luís Sénica, que soube pedir os tempos nos momentos certos e que soube acalmar a equipa quando esta esteve mais nervosa.
Só deu Portugal do início ao fim do jogo! Parece-me que o futuro do Hóquei Português está, para já, assegurado.


Sophia

De Setúbal, com Tranquilidade...

O Vitória de Setúbal venceu ontem a Taça da Liga, a Carlsberg Cup.
O Vitória foi, concordarão todos, um justo vencedor. Foi-o não pela espectacularidade do seu jogo, porque a mesma não existiu nem do lado sadino nem do lado dos leões, mas sim, pela sua determinação, pela sua garra, pelo seu querer e pelo seu crer, pela sua maturidade e pela sua capacidade de gestão do jogo e da pressão, sempre direccionados e sempre na mira de uma única coisa: a Taça. Ousaria mesmo dizer que o Setúbal ganhou o jogo, também, pela tranquilidade que soube ter.
A juntar a isto, embora nenhuma das equipas tenha demonstrado uma grande capacidade ofensiva nem uma grande eficácia atacante, a verdade é que, com metade do número de jogadas ofensivas dos “lagartos”, o Vitória de Setúbal fez praticamente tantos remates como o Sporting.
Por outro lado, da mesma forma que são, muitas vezes, culpabilizados pelos maus resultados e pelas fracas exibições, acredito que aos treinadores protagonistas desta partida devem ser imputadas culpas pelo triunfo do Vitória.
Ao treinador sadino, Carlos Carvalhal, deverá ser atribuída parte da culpa da vitória pela mão da firmeza, calma, inteligência e "tranquilidade" com que orientou a equipa durante os 90 min. Apesar da incredulidade e alguma revolta pelo penalty não assinalado a favor do Setúbal e pelo poste direito da baliza defendida por Rui Patrício que evitou o golo de livre para o Vitória, e, consequentemente, que o jogo ficasse resolvido no tempo regulamentar, Carvalhal soube gerir um plantel barato, mas de qualidade, não permitindo que a sua equipa assumisse uma postura derrotista antecipada, de fraqueza e eventual inferioridade face a um dos grandes; fez as substituições nos momentos certos e a última já a precaver a possível necessidade de marcação de grandes penalidades para a resolução do jogo; escolheu os homens certos para se apresentarem na marca das penalidades e teve um gigante com mãos de ferro na baliza (como, aliás, já acontecera em várias ocasiões deste e de outros jogos para a Taça da Liga, para a Superliga e para a Taça Cândido de Oliveira).
A Paulo Bento, também haverá culpas a dar, pela calma e "tranquilidade" que não soube transmitir à equipa e pelas falhas técnicas que cometeu. Uma equipa supostamente da alta roda não pode responder tão mal à pressão, tem de saber o que quer e jogar assertivamente e de forma determinada, fluida, coesa e objectiva. O Sporting foi uma equipa frágil, desorientada e pouco firme e organizada no seu jogo e a expressão da desorientação colectiva foi máscara na cara do treinador leonino, sobretudo na parte final do jogo, aquele que deveria ser o primeiro a passar calma, segurança e certeza para dentro do campo e para o plantel sportinguista. Assim, mister Bento, não pode ser!
Depois, chegados aos penaltys qual foi o critério!?
Numa equipa sem inspiração, insegura e nada confiante, vergada a uma grande pressão, para a qual nunca mostrou sinais de resposta, o "homem do leme" pareceu ter como critérios de escolha os jogadores que mais penaltys falharam esta época e o “um, dó, litá...” em caso de empate entre jogadores.

Cartão “laranja” para Paulo Bento!
Em complemento, os jogadores chamados à marcação não souberam estar atentos e perceber que Eduardo (exceptuando a penalidade concretizada por Moutinho), só mergulhava para a defesa depois da marcação, pelo que os pontapés da marca da grande penalidade tinham de ser feitos em força e não em jeito.
Eduardo foi patrão nos penaltys.
Polga tornou-se recordista em falhanços, ajudou à desgraça da “lagartagem” e ainda abrilhantou o facto na entrevista ao dizer, a respeito de não ter concretizado o penalty com êxito: «...faltou esse detalhe». Ironicamente, eu até acrescentaria: PEQUENO detalhe!
Em suma, o Vitória de Setúbal venceu e venceu bem e com justiça, venceu pelos seus jogadores, pela sua equipa técnica, pelos seus dirigentes e pelos seus adeptos, que foram incansáveis no apoio que deram à equipa. Este Vitória promete criar dificuldades ao Porto na semi-final da Taça e quem sabe defrontar o Benfica ou novamente o Sporting na final...
Independentemente disso, fiquei contente com a conquista da Taça da Liga pelo Vitória de Setúbal, e, não, não é só pelo facto de ser benfiquista, mas, principalmente, por ver como um clube pequeno, com poucos recursos e, até há bem pouco tempo, em grandes dificuldades, conseguiu formar uma equipa, no verdadeiro e completo sentido da palavra!
Sem mais nada a acrescentar, por agora,
Aguardo, com "tranquilidade", o derby lisboeta da semi-final da Taça de Portugal, esperando que "falte esse detalhe" aos “leões”...



Sophia

quarta-feira, 19 de março de 2008

Crónica de Um Eu Incompleto

Do fundo dos seus gritos sem significado, para nós, do fundo das suas palavras repetidas, como um eco inacabável, do fundo dos seus, por aí, 9 anos, o seu “eu”, que, provavelmente, não sabia distrinçar, misturava-se com os outros. Tão depressa o seu “eu” era eu, como era a menina, como era a tia, como eram os outros, mas, o seu “eu” nunca terá sido, certamente, um eu. Duvido que tivesse consciência de si na totalidade, quer como pessoa individual, quer como pessoa inserida num grupo.
E teria culpa por isso!?
Não creio.
Do fundo do "atraso", da oligofrenia, ou da demência que possuía, os seus gritos e repetições eram a comunicação que conhecia, por algo que aleatoriamente lhe calhara e de que não tinha culpa.
Todavia, a um dos gritos da menina, repreendido com aspereza pela tia, alguém, uns bancos atrás, profundamente incomodado e indignado refila:
O que é isto?
Outro alguém responde:
É uma menina que tem um atraso qualquer.
O primeiro alguém riposta: Não é justificação!
Incomoda um pouco é certo, mas é inaceitável tamanha incompreensão e não resisto a pensar:
Quem é que aqui tem o atraso afinal!?
A menina continua. A tia, impaciente e aborrecida, ralha e manda-a calar.
A menina continua. A tia bate e ralha, chama-a mal-educada e explica-lhe que deve estar sossegada.
A menina grita, chora, continua. A tia replica que para a próxima não a vai buscar a não sei quantos quilómetros de distância.
A menina tem um "atraso", pelo qual não tem culpa. A tia é humana e perdeu a paciência, por um amor enorme que, no entanto, não lhe permite mudar o curso das coisas.
A menina, depois de algum silêncio, solta um «Desculpa», em repetição, como muitas das suas palavras. A tia retoma a sua calma, retira da mochila um livro infantil, e com toda a paciência do mundo, em contraste com minutos antes, lê a estória em conjunto com a menina.
O primeiro alguém, por esta altura, já não estava presente, havia mudado de carruagem. (Coitado! Triste!).
A menina está agora sossegada, embrenhada, com a tia, na sua estória.
Atrás de mim, dois jovens, aparentemente normais, que parecem ter consciência de si como ser individual, mas não como ser em sociedade, fazem barulho, soltam “guinchos”, fazem batuque nos bancos, gozam com não sei quem, etc...
Mais uma vez, assola-me o pensamento:
Quem é que aqui tem o atraso afinal!?
A menina está sossegada. Do fundo do seu “eu” incompleto, apenas semi-consciente, mostra uma compreensão de ternura e dos outros muito superior à destes alguéns, supostamente, de QI normal.
E, neste quadro, neste contexto, neste momento, sou forçada a sentir que o que é mais triste é o "atraso" dos outros (que não sabem valorizar e aproveitar o facto de terem nascido, aleatoriamente, completos) e não o da menina...
A estória termina. A menina está calma e sossegada.
Os gritos voltam. A menina grita e chora. A tia ralha e manda-a estar sossegada.
A menina continua a gritar. A tia bate, ralha, pergunta o que ela quer, o que lhe fizeram para não estar sossegada.
A menina grita, repete palavras suas e de outros. A tia repreende, bate, ordena-lhe que se porte bem, diz-lhe que não volta a ir buscá-la para passar o fim-de-semana consigo e que no dia seguinte ficará de castigo.
A menina segue com os gritos, grita para a tia. A tia já não responde, enterra a cara nas mãos, em silêncio, num desespero de quem não sabe lidar com a condição que lhe calhou.
A menina grita. A tia vira a cara para o lado.
A menina pára. A tia enterra a cara nas mãos novamente.
A menina diz suavemente:
Desculpa!... Desculpa!...Não volto a portar-me mal!...Desculpa, está bem?...
A tia permanece muda, com a cara coberta pelas mãos.
A menina vira-se, sem gritos, na minha direcção. Olha para mim e eu sorrio-lhe. Ela retribui-me o sorriso e envia-me um beijo. Devolvo-lhe outro beijo e ela sorri de novo, sem gritos. Fica a observar-me enquanto escrevo e falo ao telefone durante um tempo. Depois, volta-se de novo para a tia, agora mais calma.
A viagem prossegue. A menina está mais sossegada, soltando apenas um grito aqui e ali e olhando e sorrindo para mim de quando em vez, ao que retribuo.
A minha viagem termina. Para mim, foi um episódio isolado, que, eventualmente, se esbaterá com o tempo, mas, para aquela menina e para a sua tia, foi mais um de muitos dias, de uma realidade que já vivem há vários anos e continuarão a viver, de uma luta diária que irão continuar a travar consigo e com os "alguéns" que por aí andam, de uma consciência incompleta que, a cada dia, cria barreiras e põe à prova os laços e o amor que envolvem aquela criança, de si e para si.


Sophia
Em viagem, 16 de Março de 2008

Um Não Sei o Quê Emocional

Queria escrever qualquer coisa que harmonizasse o desequilíbrio, o exagero que vai no meu estado de espírito. A maioria das vezes, o meu estado emocional é o meu impulsionador para a escrita, reflicta ela ou não esse estado.
Na adversidade, qual será a melhor postura: enfrentá-la activa e agressivamente ou contorná-la sem grande tumulto, brigas ou choques?
Por vezes, juro que não sei.
Será porventura mais fácil criar confusão nessa adversidade para sermos atingidos o mínimo possível? Será que quando tentamos ultrapassá-la de forma civilizada e politicamente correcta não somos escudos absorventes de tudo o que essa adversidade nos traz e não sofremos mais com isso, dentro de nós e durante mais tempo? Ou será que o contorno dessa adversidade de modo passivo e pacífico nos dá a paz e a tranquilidade que de outra forma tardaria em chegar?
Não sei, palavra que não sei, mas, momentos, não raros, há, em que penso que o confronto directo nos conduz a uma solução mais rápida e mais fácil e nos empurra para a frente com uma força que não achávamos poder encontrar nessas circunstâncias, algo que nos impele para a frente, para prosseguir, sem nos permitir olhar para trás nem ficar agarrados ao passado.
Contudo, o caminho mais fácil nem sempre é o melhor caminho.
Outros momentos há em que considero firmemente que o contorno pacífico da adversidade é o melhor modo de não acrescermos mágoa e sofrimento ao já inerente a essa adversidade, quer para nós quer para os outros.
Mas, não sei, muito provavelmente, isso dependerá da situação, do contexto, das pessoas envolvidas e do momento que atravessam, da sua capacidade de gerência na altura que se interpõe o obstáculo. Enfim, não sei. O que sei é que, qualquer que seja a forma utilizada, o importante é ultrapassar a adversidade, porque isso faz-nos sentir melhor e torna-nos mais fortes.
Ghandi disse, com a sabedoria que sempre o caracterizou, algo que nos poderá fazer retirar o bem do mal que nos acontece: «Aprendi a lição suprema através da amargura da experiência: a conservar a minha ira e, tal como o calor acumulado se transforma em energia, a ira controlada pode converter-se numa força capaz de mover o mundo.».
Creio que a maioria de nós reconhece, em maior ou menor escala, a verdade nestas palavras.
Porém, como já disse, acho que depende..., e, o que importa é continuar...


Sophia
Em viagem, 16 de Março de 2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

Mascotes em Boa Forma

As mascotes dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 são 5 bonequinhos engraçados e cheios de personalidade, ou melhor, 5 crianças coloridas, vivas e com personalidade própria (com uma grande vantagem: não falam, não gritam, não fogem, nem fazem asneiras).
De facto, estas novas mascotes das olímpiadas são, digamos, “sofisticadas” e complexas. Mas, outra coisa não seria de esperar, já que estamos a falar de uns Jogos Olímpicos que vão ficar a cargo da grande República Popular da China.
Estas mascotes foram apresentadas ao público em 2005, mais precisamente, mil dias antes do início dos Jogos. No entanto, acredito que muitas pessoas ainda não as conheçam, e que, muitas mais não saibam qual o conceito que lhes deu origem, o que é uma pena porque são, sem dúvida, um excelente resultado de um trabalho fantástico.
Vou então apresentá-las um pouco melhor.
As mascotes dos Jogos Olímpicos de Pequim (Beijing) receberam, o nome de “Fuwa”, em mandarim, que em portugûes significa “Crianças de Boa Sorte”. Cada uma destas crianças resultou de uma feliz combinação entre um dos cinco elementos tradicionais chineses (o metal; a madeira; a água; o fogo; e a terra), uma das cinco cores dos anéis olímpicos (o amarelo; o azul; o vermelho; o verde; e o preto), e uma figura e/ou animal característico da cultura chinesa. Os seus nomes, Beibei; Jingjing; Huanhuan; Yingying; Nini, são resultado de repetição de cada uma das sílabas do slogan “Beijing huanying ni”, que, na língua de Camões, se traduz por: “Pequim dá-lhes as boas-vindas”.
Deste modo, surgiram:


Beibei
A mascote azul, uma menina, simbolizada pelo peixe e inspirada em imagens decorativas do ano novo chinês, representa os desportos aquáticos, tem uma personalidade generosa e pura e o seu ideal é a prosperidade.




Jingjing
A mascote preta, um menino, simbolizada pelo panda e inspirada no panda gigante, na Dinastia Song e em porcelanas antigas, representa desportos como o halterofilismo e o judo, entre outros e tem uma personalidade honesta e optimista, cujo ideal é a felicidade.





Huanhuan
A mascote vermelha, um menino, simbolizada pela chama olímpica e inspirada em desenhos de chamas das Grutas de Mogao (“Cavernas dos Mil Budas”, património da humanidade pela UNESCO, desde 1987), representa o lema olímpico “Citius, Altius, Fortius” (“Mais rápido, mais alto, mais forte”) e todos os desportos com bola, ostenta uma personalidade entusiasta e o seu ideal é a paixão.

Yingying
A mascote amarela, outro menino, simbolizada pelo antílope tibetano e inspirada nos costumes do Tibete e de Xinjiang (regiões “autónomas” do oeste da China), representa o atletismo, tem uma personalidade vivaz e astuta e o seu ideal é a saúde.





Nini

A mascote verde, a segunda menina desta equipa, simbolizada pela andorinha e inspirada nas andorinhas e nos papagaios chineses, representa a ginástica, possui uma personalidade inocente e o seu ideal é a boa sorte.

E, como esta mensagem já vai longa,
daqui a 3 meses, Beijing huanying ni!!!

Até lá, disfrutem destas engraçadas mascotes!

Sophia

terça-feira, 4 de março de 2008

Despersonalização

Bom, uma mensagem curta!
Costumo ler jornais desportivos, mas, nas últimas semanas tenho estado fora desta actividade.
Hoje, voltei à carga. Todavia, ao ler o jornal desportivo (que não vou publicitar), fiquei um tanto ou quanto atónita, ao perceber que há, nalgumas cabeças do seu corpo editorial, alguma confusão no que respeita ao que deve ser o conteúdo de um jornal desta área. Explicitando, havia algumas notícias que me faziam questionar se estaria a ler uma revista cor-de-rosa. Para além disso, deve ser instrutivo e apropriado que um jornal com tiragem de uns bons milhares de exemplares utilize o termo "sabujo".
Enfim, sem comentários!... É o que temos por cá!...(e não se prevê que melhore, com o governo a querer avaliar professores, que vão passar a DAR notas...)


Sophia

domingo, 2 de março de 2008

"Espelho Meu" Avariado


Creio que todos conhecem, ou pelo menos, já ouviram falar em Anorexia, um doença do comportamento alimentar.
Mas, poucos terão ouvido o termo Vigorexia. Este conceito foi introduzido recentemente pelo psiquiatra Harrison Pope.
Os vigoréxicos, à semelhança dos anorécticos, sofrem de uma distorção da sua imagem corporal. Contudo, contrariamente à Anorexia, a Vigorexia é mais frequente no sexo masculino.
Na Vigorexia, os indivíduos acham que têm falta de tonicidade e musculatura, pelo que praticam exercício físico de forma obsessiva, com o intuito de aumentar a sua massa muscular. Ao exercício físico exagerado, associam, muitas vezes, uma dieta rica em proteínas e o consumo de anabolizantes. Estes comportamentos desadequados resultam numa aquisição de massa muscular pouco apropriada à estatura e constituição física dos indivíduos, que se traduz numa real deformação corporal. Para além disso, verifica-se, nestas pessoas, um isolamento social e um risco aumentado de lesões hepáticas e cardíacas, disfunção eréctil, infertilidade e cancro da próstata.



Sophia