quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Assiduidade

Sim, é dia 24 de Dezembro!
Não, não vou desejar Boas Festas nem falar do espírito natalício. Gosto do Natal, mas não é isso que move os meus escrevinhados de hoje.

Falta!
Faltam coisas que já não faltaram, faltam pessoas assíduas, faltam pessoas não assíduas, falta carácter, falta sentimento, falta consciência, falta tempo para viver tudo, falta espaço para gente boa, falta juízo, falta isto, falta aquilo, falta não faltar nada. Sobra isto e sobra aquilo. Sobram as faltas que cometes, a ti e aos outros. Sobra o tempo que faltas, a ti e aos outros.
Falto eu, faltas tu, e tu, e tu aí também, faltamos todos, enquanto sobramos todos também. Falta tudo e sobra nada. Falta tudo e tudo sobra. Sobra tudo e não falta nada. Sobra tudo e tudo falta.
Cambada de faltas e sobras que deixamos e devemos a esta vida.
Somos faltas e sobras. E, se faltarmos à vida, a nós e aos outros com esta verdade de sobras e faltas que somos, damos e devemos, nada somos, nada faltamos, nada sobramos.


Sophia

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Viver também é Recordar!

Por todos aqueles que foram ou são importantes na nossa vida, por todos aqueles de que nos despedimos por vontade própria ou condicionantes de vida, por todos aqueles que fazem ou fizeram parte da nossa história e estão longe, há, nem que seja um factor de justiça, que nos deve fazer recordar! Recordar não é viver, viver não é só recordar! Mas, viver também é recordar! Não se esqueçam disso, passo a redundância!

"Time, sometimes the time just slips away
And you´re left with yesterday
Left with the memories
I, I´ll always think of you and smile
And be happy for the time I had you with me
Though we go our seperate ways
I won't forget so don´t forget
The memories we made

Please remember, please remember
I was there for you and you were there for me
Please remember our time together
when time was yours and mine
And we were wild and free
Please remember, please remember me

Goodbye, there´s just no sadder word to say
And it´s sad to walk away
With just the memories
Who´s to know what might have been
We leave behind a life and time we'll never know again

Please remember, please remember
I was there for you and you were there for me
And remember, please remember me

Please remember, please remember
I was there for you and you were there for me
Please remember our time together
when time was yours and mine
And we were wild and free
Then remember, please remember me

And how we laughed and how we smiled
And how this world was yours and mine
And how no dream was out of reach
I stood by you, you stood by me
We took each day and made it shine
We wrote our names across the sky
We ran so fast we ran so free
I had you and you had me
Please remember, please remember
(Please Remember from LeAnn Rymes)



Sophia

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Letra Para Um Hino

"É possível falar sem um nó na garganta.
É possível amar sem que venham proibir.
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão.
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros.
Se te apetece dizer não, grita comigo: não!

É possível viver de outro modo.
É possível transformar em arma a tua mão.
É possível viver o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre, livre, livre. "
(Manuel Alegre)



Sophia

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Chuvas

Chove lá fora! Chove miudinha! Não a vejo, mas oiço-a cair, desfazer-se nas janelas, nos beirais das varandas, no chão. Oiço leve o crepitar da água no pavimento sob o movimento dos carros. Não a vejo, mas sinto o cheiro a terra molhada.
Chove na noite, chove no caminho! Chove lá fora e... Engraçado, de certo modo, também chove aqui dentro!
Aborrecido, incómodo estar lá fora no meio da chuva, absorver as gotas dessa chuva, neste tempo frio. Porém, agradável ouvir, na secura e aconchego de um sofá e uma manta, algo molhar-se lá fora. Agradável estar lá fora no meio da chuva, absorver as gotas dessa chuva, com pouca roupa, num tempo morno.
Quase tudo, ou mesmo tudo na vida repete e reinventa a natureza. Bom ouvir ou ver chover no caminho, na vida, lá fora. Por vezes, incómodo que essa chuva caia aqui. Outras vezes, tão bom que ela aqui nos chegue.
Agora troveja! Lá fora, apenas! Porque hoje não me apetece que troveje aqui dentro!...



Sophia

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A Força das Palavras

Hoje, vinha eu no comboio a ler o jornal e, sem querer, fixei-me numa das páginas habitualmente dedicadas a publicidade. E era uma página de publicidade, mas, uma publicidade diferente, a chamada publicidade institucional. O que inicialmente me prendeu a atenção foi a forma como estava apresentado, escrito e depois o título e a última frase. Li o anúncio. Assina-o a Liga Portuguesa Contra a SIDA. É um anúncio bem feito, quanto a mim.
Já em casa, vi o filme desse mesmo anúncio. Mais uma vez, achei esta publicidade algo de interesse (o que não é comum).
Resolvi partilhá-lo:

Testamento

"À minha mãe, eu deixo um quarto mais arrumado, meias limpas e um lugar vazio à mesa.
Ao meu avô, eu deixo o nosso clube com menos um adepto e, ao meu pai, menos uma chance de vir a ser avô.
Ao meu irmão, eu deixo um abraço, para quando ele se formar e for o médico que eu não consegui ser.
À minha irmã, eu deixo um diário com algumas páginas em branco.
Aos meus inimigos, eu deixo a oportunidade de me terem conhecido melhor.
Aos meus amigos, eu deixo menos um amigo.
À minha namorada, eu deixo um pedido de desculpas.
E a si, eu deixo um conselho: use preservativo."
(Liga Portuguesa Contra a SIDA)



Sophia

Mais do que uma música!

"Um gesto vale mais do que mil palavras!"
Verdade, bem verdade. E, por isso, esta música, não é só uma boa música, não é só uma música bonita, não é só mais uma música, é mais, mais do que isso e muita coisa. É-o porque alguém fez com que assim fosse, agora e sempre que ela toque no futuro. Mais do que uma música, por causa de alguém que merece que eu aqui reconheça isso.
Obrigada, meu bom e velho AMIGO!
Esta também é para ti:

"There's a sickness in my soul
And I don't know but I been told it's incurable
There's a darkness in my heart, slowly tearin' me apart
It's unbearable
Drop of blood, a lake of tears
And baby after all these years your still beautiful
And I've been loved and I've been used
Cut wide open, scarred and bruised
I'm unbreakable

Flesh it heals I know
Hearts they never mend
Lover's come and go girl right now I need a friend

Walk for miles, talk for days
And I keep trying to change my ways
It's so difficult
You kick and scream
You curse and yell
Tell me I should go to hell
It's so typical
Touch my heart, feel my pain
Let me know i'm not insane
You're so merciful
Break your heart
I cheat, I lie
And honestly I don't know why i'm so pitiful

Flesh it heals I know
Hearts they never mend
Lover's come and go girl right now I need a friend...yeah

There's a sickness in my soul
And I don't know but I been told it's incurable
There's darkness in my heart, that's slowly tearin' me apart
It's unbearable...yeah

Flesh it heals I know
Hearts they never mend
Lovers come and go girl right now I need a friend..yeah

Right now I need a friend

There's a sickness in my soul

And I don't know but I been told it's incurable"
(Friend from Everlast)
Aconselho a que oiçam a música, vale a pena. O nome: Friend, dos Everlast.
Sophia

domingo, 12 de outubro de 2008

Pólos

Encontros, desencontros e reencontros. Inícios, fins e reinícios. Equilíbrios, desequilíbrios e re-equilíbrios. Certezas, dúvidas e respostas. Investimentos e desinvestimentos. Apegos e desprendimentos. Multidões e ninguéns. Saturação e necessidade de absorvância. Conhecimento, ignorância e re-descoberta. Positividade, negatividade e neutralidade.
Tudo pólos de uma mesma corrente, latitudes e longitudes de uma mesma carta, recantos de um mesmo labirinto, curvas e rectas de um mesmo percurso...



Sophia

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Súplica

“Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.”
(Miguel Torga)
Sophia

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Paus a mais!

Já que tanto tem andado em voga a questão ambiental, nomeadamente por meio das energias renováveis, do recente Dia Europeu Sem Carros e afins, vou dar-vos conta de uma situação que não é nova nem surpreendente, mas que muitos de vós, provavelmente, ignoram.
Os tradicionais pauzinhos chineses já são utilizados como talheres há milhares de anos. Todavia, com o crescimento populacional da grande potência asiática, esta tradição tem-se vindo a revelar um problema ecológico de relevo, na medida em que, anualmente, a China é responsável por uma produção de cerca de 45 mil milhões de pauzinhos de madeira, a partir do corte de incontáveis árvores e plantas de bambu.
No entanto, o governo chinês tomou medidas para contornar o problema.
Adivinhem!?
Aumentaram o imposto sobre a venda dos ditos pauzinhos em 5%.
Esta medida parece tudo menos uma preocupação ambiental. Não são 5% de aumento no imposto que vão fazer com que se produzam menos pauzinhos.
Enfim, ao fim e ao cabo, é esta a forma como se resolvem as coisas na China: os Jogos Olímpicos; o caso do leite contaminado; os pauzinhos; e muitas, muitas outras situações, certamente.



Sophia

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Cada um Com a Sua


The Story

"All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you."

(from Brandi Carlyle)




Sophia

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Coisas...

Que hoje é o Dia Europeu Sem Carros já todos devem ter ouvido dizer.
Agora, sabiam vocês que hoje é também o Dia dos Contabilistas, o Dia dos Amantes e o dia em que se completam 35 anos da estreia do Exorcista!?
Eu estava capaz de estabelecer uma linha de raciocínio entre estas "comemorações" todas, mas, deixo margem para a vossa imaginação...
E, aproveitando para completar, foi há, exactamente, 16 anos que estreou, na NBC, a série Friends.
Mas, voltando ao que interessa, em vez de andarem aqui a ler blogs, aproveitem para amar muito e hoje nada de carros, dêem largas à criatividade e sejam originais...


Sophia

Pensamentos Perdidos

Há coisas que escapam ao poder da mente humana, coisas que acho que nunca irei compreender e que não posso controlar. E, no entanto, são essas coisas que decidem a minha vida, sem que possa evitá-lo.
Castelo Branco, Setembro/Outubro de 2003
Nada é tão mau como parece, nada é tão bom como se quer.
Vila Franca de Xira, Julho de 2008

Há algo em ti que é mais do que consegues dizer.
Vila Franca de Xira, Julho de 2008
A vida é muito mais do que aquilo que vivemos.
Castelo Branco, Setembro de 2008

Querer ser mais, mas, querer ser mais por nós próprios, sê-lo por nós e não por uma qualquer sombra, que nos ofusca, nos asfixia e se pretende iluminar com a nossa luz, alimentar da nossa energia. Devemos ser diferentes, ser melhores ou piores, mudar porque assim o desejamos, devemos fazê-lo por nós em primeiro lugar e jamais por qualquer outra pessoa, pelo simples facto de que connosco vamos ter, incontornavelmente, de viver a vida toda e com qualquer outra pessoa vamos ter de viver apenas até que algo assim o determine.
Castelo Branco, Setembro de 2008
Sophia

domingo, 14 de setembro de 2008

Ventos de Confusão

Vem de nenhures e, de um sopro, mistura tudo, baralha, desorganiza, desorienta e faz chover onde não era suposto, aperta onde não devia. Ventania não convidada, persistente, cansativa, que chega a roçar o esgotante, é enevoada no seu início e das suas origens pouco se conhece. Mói e remói, dança no ar e não desaparece, de tão contida por uma rede que funciona a mil por hora, quase dia e noite, reclamando um descanso que não chega e uma féria que não recebe. Tudo no caminho para um desconhecido, que se espera ser de respostas e calmaria. Talvez optimista, talvez utópico, talvez esperançosa e pacientemente realista.


Sophia

Disrupção

"Neste mundo em que esquecemos
Somos sombras de quem somos,
E os gestos reais que temos
No outro em que, almas, vivemos,
São aqui esgares e assomos.

Tudo é nocturno e confuso
No que entre nós aqui há.
Projecções, fumo difuso
Do lume que brilha ocluso
Ao olhar que a vida dá.

Mas um ou outro, um momento,
Olhando bem, pode ver
Na sombra e seu movimento
Qual no outro mundo é o intento
Do gesto que o faz viver.(...)"
(Fernando Pessoa)



Sophia

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Novo Arranque

Lance Armstrong, o Rei do Tour, anunciou o seu regresso ao ciclismo, para a época de 2009.
Em expressão da sua vontade de contribuir na luta contra o cancro e dos conselhos da família e dos amigos chegados, Arsmstrong deciciu voltar à estrada e à competição, para regozijo dos seus fãs e dos adeptos do ciclismo em geral.
Quero crer que, se Arsmstrong tomou esta decisão, o fez por meio de uma reflexão ponderada e por se sentir em forma para voltar a pedalar ao mais alto nível. Se assim for, estou certa de que este regresso será uma mais valia para o ciclismo internacional, para o espectáculo deste desporto e para os fãs da modalidade e deste ciclista prodigioso.
Quem não tem saudades das suas escaladas impressionantes, das respostas prontas aos ataques directos dos adversários, das forças escondidas, que se revelam no final de dezenas de quilómetros, vindas de onde se julgava que já não existia mais energia para se renovar!?
Se este regresso tiver um fundamento sério, acredito que teremos motivos para continuar a vibrar com as corridas de Lance Armstrong.



Sophia

domingo, 31 de agosto de 2008

Tempos e Contra-tempos

São momentos, grãos de areia perdidos num espaço, infinitos para si próprios e uns para os outros, contidos, demarcados e extremamente finitos aos olhos de outrém e ao mudar das luas, cada vez mais esbatidos ou mais firmes, mas limitados, ao correr da distância.
São tempos, são caras, são corações, são mentes e almas de tristezas, de alegrias, de obstáculos, de vitórias, enfim, de um sem fim de pedaços de vida. Pedaços de um puzzle por demais complexo, que é mais do que todas essas peças juntas e que, ainda assim, ameaça, por vezes, surgir incompleto. E que grande mentira nessa ameaça, que faz sofrer e que tem tão simples solução, rodar as peças, mudá-las de sítio, dar-lhes um novo enquadramento. E eis que surge um puzzle perfeitamente completo, assim o queremos!


Sophia

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

E salta Nélson, olé, olé!...

O 2º elemento fantástico da comitiva Portuguesa nos Jogos Olímpicos: Nélson Évora!
Acreditou, não subestimou adversários, tomou balanço, correu, agarrou bem a tábua e saltou, respondeu a cada adversário com um salto melhor, uma salto para Nº 1. Nélson não desiludiu, Nélson cumpriu, não deixou os seus créditos por mãos alheias, não foi a Pequim passear, não cedeu à pressão da competição nem à doença do pai. Nélson venceu, com grande nível. E, Nélson é, dos atletas portugueses que nos representaram, um dos que recebe menos dinheiro!
Pena que seja necessária uma comitiva de mais de 70 atletas para trazer 2 medalhas. Há algo de muito errado aqui. De qualquer forma, uma palavra de apreço a Ana Cabecinha e Vera Santos. As novatas marchadoras estiveram bem na prova, suaram, não fizeram declarações parvas e aumentaram, pela sua atitude positiva, ainda mais a vergonhosa postura de Susana Feitor. Uma palavra também a Gustavo Lima, um bom resultado, apesar de não ter dado para a medalha, uma prova condigna, uma boa carreira. Só não precisava de se escudar das afirmações de Vanessa, não lhe serviam a ele certamente, não tinha do que se defender.
De resto, Vanessa Fernandes e Nélson Évora! É o que dá!
Muitos parabéns, Nélson! A saltar cada vez mais até 2012, até Londres, pode ser!?


Sophia

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sangue, Suor e Lágrimas!

Corro o risco de me repetir, aliás, sei que me vou repetir.
Porque será!?
Será porque os bons motivos para escrever algo vêm quase sempre dos mesmos lados, das mesmas pessoas!?
Em Maio, escrevi uma mensagem a propósito do 5º Título Europeu de Triatlo consecutivo de Vanessa Fernandes.
Hoje, não podia deixar de voltar a escrever. Nesta madrugada, Vanessa Fernandes voltou a ser grande, enorme, desta vez em Pequim.
A Australiana Snowsill não deu hipóteses. Mas, Vanessa cumpriu. Correu, pedalou, nadou, no seu máximo, sofrendo até ao limite e ganhou a prata, a primeira medalha de Portugal nestes Olímpicos de 2008.
O Presidente do Comité Olímpico Português pediu hoje brio e pofissionalismo aos atletas portugueses, que tão mal se têm portado, a todos os níveis. O aviso é mais do que merecido e, mesmo assim, ainda foi benevolente. Vergonhosas as prestações da maioria dos atletas nacionais até agora e ainda mais vergonhosas as suas reles justificações. Deviam ter ficado em casa. Levámos uma cambada de coxos (sem ofensa aos coxos), comodistas, boémios, oportunistas, chulos (com perdão da palavra) aos Jogos.
Vanessa foi brio, profissionalismo, esforço, suor, alma, disciplina e glória, como sempre, e, é, assim, um exemplo a seguir.
Sócrates elogiou Vanessa e dirigiu apreço a Obikwelu, e, muito bem, mas, estendeu, e muito mal, a congratulação aos restantes atletas. Asneira! Errado colocar no mesmo saco uma atleta com a qualidade, o espírito, a fibra e o rendimento de Vanessa Fernandes, um atleta com a humildade de Francis Obikwelu e os restantes representantes portugueses! Sócrates que em tantas ocasiões utiliza, despropositadamente, a sua arrogância, não soube dar o merecido puxão de orelhas aos desportistas lusos. Onde anda a sua arrogância, Sr. Primeiro, quando ela é precisa!?
E, por aqui me fico.
Parabéns Vanessa! A continuar assim, talvez um toque dourado em Londres 2012!



Sophia

A Conta-Gotas

Neste período estival, que tanto inspira umas horas bem passadas na piscina, é oportuno atentar num estudo da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica) sobre a utilização de cloro nas piscinas e a sua correlação com o surgimento de patologia pulmonar em bébés e crianças com predisposição genética para atopias.
O cloro é um desinfectante muito eficaz da água, mas, quando em excesso, pode ser nocivo para a saúde e promover asma e outros danos pulmonares. Os efeitos deletérios do cloro são mais expressivos e graves em crianças com idade inferior a três anos, uma vez que até esta idade os pulmões se encontram em plena fase de desenvolvimento e, como tal, são mais vulneráveis a um elemento tão irritante como o cloro.



Sophia

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Entre Banho Maria e Ponto de Ebulição

Oscilando entre calma e indiferença fabricada e um estado de irritação prestes a fazer estragos. Eis um momento de vida que todos experimentamos um dia. Não único, não raro.
Porque a nossa natureza já nos traz, à partida, num ponto próximo disto. Porque a saturação dos dias e do ambiente assim o desencadeiam, instalam ou fomentam. Porque algo ou alguém nos puxa e empurra para isso insistentemente. Porque o passar do tempo não se compadece com os nossos esforços, fazendo com que numa sequência indeterminada de dias se acumulem rasteiras e quedas. Porque nos sufoca o constrangimento do espaço. Porque nos é roubado o ar. Porque nos cortamos numa faca ou porque nos queimamos, ou porque alguém nos espetou uma faca, nos picou, nos fez queimar por dentro. Porque o simples sopro ou o exuberante guincho das vozes demasiadamente mesquinho, vil, desagradável, duro, gélido ou injusto. Porque sabemos lá. Porque tanto para tão pouco, por tão pouco. Porque pouco para o que devia.
Porque tudo isto, variamos entre um acumular paulatino e confortável e um estado fervoroso de irritação, ou alheamos os nossos sentidos e nada aconteceu ou, contraem-se os músculos, latejam as têmporas, acelera o bater do coração, cria-se um aperto no peito que impele gritos e palavras irrascíveis ou de razão, de apaziguamento ou de irritação, que se formam na garganta, percorre o corpo um calor, a força do que se conhece e se sente ser injusto, inverosímel ou do que se sabe ser dolorosamente verdadeiro faz o cérebro trabalhar a mil e desdobrar-se em argumentos, desenrola-se por segundos, minutos ou horas uma luta entre tudo o que esse mesmo cérebro processa, entre o que deseja e o que julga ponderado, e entre o que os gritos formados na garganta ameaçam fazer-nos vociferar, guarda-se na memória, o que queremos apagar por ser brutalmente real, gera-se uma irreprimível vontade de mudança.
E tudo isto dói, tudo isto cansa!
Tudo isto exige libertação das forças negativas, acção e mudança. E perante isso, jamais revoguemos a nossa natureza pro-activa.



Sophia

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Amigo

"Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!

"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!"
(Alexandre O'Neill)


Sophia

sábado, 9 de agosto de 2008

Duro de Roer!

O diamante é o elemento mais duro, é o número 1 na escala geológica de dureza, certo!?
Errado!
Parece que o diamante já não é o material mais duro. Há cerca de ano e meio que investigadores das Universidades de Washington, Wisconsin e de Ruhr Bochum afirmaram ter produzido um elemento mais resistente do que o diamante, ao juntarem titanato de bário (material cerâmico) com estanho derretido. Segundo os cientistas, este novo composto, depois de arrefecer, vê alterar-se a sua estrutura cristalina e aumentar o seu volume. Este novo material, sujeito a uma força rítmica, por meio de um electro-íman, evidenciou uma resistência à força de torção dez vezes superior à do diamante.
Quanto à possível utilidade deste material, não se encontram muitas referências às mesmas, mas, a principal aplicabilidade apontada reside na sua promissora utilização na construção de estruturas anti-choque.
Resta saber se este novo material super-resistente não será ainda mais caro do que os diamantes! Se assim for, poderá dizer-se que essas estruturas sairão não a peso de ouro, mas sim, a peso de diamante, isto se tal não puser em causa a sua rentabilidade de tal forma que estas não sejam sequer construídas com este novo material.


Sophia

domingo, 3 de agosto de 2008

Um Poema

"Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz... "
(Miguel Torga)
Sophia

Sopa de Letras

Já alguma vez pensaram como se poderia escrever com caracteres chineses num teclado normal!?
Grande epopeia seria, já que o chinês tradicional conta com mais de 56 mil ideogramas e estes dificilmente caberiam num teclado de um computador.
Desta forma, parte-se de uma versão reduzida do idioma, a qual contabiliza 8000 caracteres. Mesmo assim, colocar per si estes 8000 símbolos num teclado constituiria uma tremenda e complicadíssima empresa, motivo pelo qual se recorre ao pinyin. Este é um dos métodos disponíveis para solucionar esta salgalhada e baseia-se num mecanismo de romanização do idioma chinês, em que se usam letras do nosso alfabeto latino para escrever os ideogramas chineses tal como estes soam. Ao utilizar uma letra do alfabeto latino, um programa mostra todos os caracteres chineses associados à transcrição fonética dessa letra, tendo o utilizador apenas de escolher, de entre os vários apresentados, qual o que tenciona aplicar.
Parece simples, resta saber se será mesmo assim tão simples.



Sophia

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A Mão à Palmatória...

«Sai-me da corrente de ar, ainda arranjas alguma. Ainda apanhas uma valente constipação, sai da corrente de ar!»
Quantos de nós já ouvimos e deseperámos com esta ladaínha e pensámos: «Lá vem ele/ela melgar com a mania das correntes de ar. Até parece, uma constipação, duas até...»
Meus amigos, adivinhem!...
Há uma explicação lógica que fundamenta a sabedoria popular das correntes de ar. Os pais e avós deste nosso Portugal têm a lógica do lado das suas teorias. Temos de dar a mão à palmatória. Mas, eles não precisam de saber disto, ok!?
As correntes de ar podem, de facto, provocar "doença". Uma corrente de ar pode causar um arrefecimento local num determinado segmento do corpo, levando, por exemplo, a lombalgias ou desencadeando alterações microscópicas em certo pontos do organismo, que condicionam inflamação do tecido conjuntivo, a qual cursa com dor e rigidez muscular e articular e mal-estar. Uma corrente de ar pode ainda, em pessoas mais susceptíveis, originar nevralgia do trigémio e, por vezes, pode também causar um arrefecimento geral, activando os microorganismos das vias respiratórias responsáveis pela gripe.
Surpresos!?
Também eu, mas, faz sentido. Afinal os paizinhos e os avozinhos até têm alguma razão.
Até breve! Cuidado com as correntes de ar!



Sophia

terça-feira, 29 de julho de 2008

De Amarela ao Peito!

Já vem um pouco fora de tempo, por força de contingências que não vêm ao caso agora. Mas, não podia deixar passar em branco a camisola amarela de Carlos Sastre, na chegada a Paris.
Pois é, Sastre venceu a Edição de 2008 do Tour de France, e, deixem-me dizer, venceu bem.
Senhor de uma enorme vontade e ciclista de grande qualidade, tem sido, desde há vários anos, uma bandeira de regularidade. Rolando sempre na frente, já desde os tempos e primeiros triunfos de Armstrong, Sastre vê agora premiado um caminho de talento, disciplina, esforço e qualidade.
Vestiu a amarela para não mais a largar, nem mesmo no contra-relógio, em que Evens é, à partida, mais forte. Chegou aos Campos Elísios de amarelo e venceu o Tour. E que bem lhe assenta no corpo a amarela! Sastre mereceu, pelo que tem vindo a mostrar. Não foi apenas bom neste Tour, ele tem sido uma mostra de qualidade dos vários Tours que precederam este. Lembro-me bem de algumas das suas entusiasmantes escaladas com a camisola da CSC, dos seus ataques e fugas em plena subida, atacando o topo e desafiando, sistematicamente, a liderança de Lance Armstrong (embora Lance levasse a melhor). Quem o quisesse procurar nos últimos anos de Volta à França teria de o fazer entre os primeiros, invariavelmente Sastre estava lá, sempre na frente, sempre entre os primeiros, e, no final, sempre no Top 10 da tabela platinada do ciclismo (com excepção feita ao Tour de 2005, creio eu, em que não ficou nos dez primeiros).
Por tudo isto, Carlos Sastre venceu bem. Esta vitória no Tour vem coroar uma excelente carreira e toda a qualidade que tem demonstrado nas várias provas do ciclismo internacional. Esta é a nova amarela! A amarela de Sastre!
Será a amarela do futuro!?
Só o tempo o dirá... Há qualidade para isso... A ver vamos...
Até à Volta!...



Sophia

domingo, 20 de julho de 2008

Sejam Felizes!!!

Às vezes somos levados pela ideia de que tudo nos é permitido, de que podemos tudo, de que nos é dada a possibilidade de fazer tudo o que queremos. Somos ludibriados por um qualquer pensamento que nos faz achar que temos tudo sob o nosso controlo, que não temos constrangimentos de tempo, que temos todo o tempo do mundo para tudo. Vestimos a prepotência de que somos donos e senhores de tudo o que se passa na nossa vida e que fazemos o nosso destino.
Concordo que podemos ser responsáveis pelo nosso caminho e que podemos concretizar quase tudo o que desejarmos e nos propusermos fazer.
Mas, não confundamos optimismo, preserverança, determinação, força e vontade com omnipotência e imortalidade. Tenhamos a humildade de reconhecer que não somos donos do tempo e do acaso e de interiorizar que não temos a eternidade para o que nos apetecer.
Vivam, aproveitem os dias, disfrutem as boas companhias, concretizem projectos e realizem o que vos faz sentir plenos, não percam tempo com ninharias e mesquinhez.
Na nossa vida, nada depende só de nós, mas, tudo parte de nós.
Sejam felizes!


Sophia

sábado, 12 de julho de 2008

Realidades

"A espantosa realidade das coisas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta."

(Alberto Caeiro)
Sophia

terça-feira, 1 de julho de 2008

Duas Caras

Há uma grande diferença entre o que queremos e entre o que o que sentimos nos permite fazer. Eu assumo essa diferença!

Há uma grande diferença entre o que é correcto fazeres pelo que queres e entre o que, de facto, fazes para consegui-lo.
Há uma grande diferença entre o que mostras ser no caminho entre o quereres e o conseguires.
Não me agrada essa diferença e, sobretudo, não me agrada a falsidade com que a tentas disfarçar nem a leviandade com que te refutas a assumi-la e explicá-la.

Há uma grande diferença entre o que foi, o que é e o que será...
Há uma grande diferença entre nós...
Há uma grande diferença entre o que se conhece, o que se quer e o que nos é permitido fazer...
Há uma grande diferença...


Sophia

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ouro Negro a quanto obrigas...

Esta é, provavelmente, a mais premente dica para aplicar na actualidade, de um conjunto de 20 que foram lançadas num artigo jornalístico:
Como poupar combustível?
Existe um conjunto de manobras simples que possibilitam uma redução de 15% do consumo anual de combustível e que são designadas sob a nomenclatura geral de "condução económica". Para além disso, segundo o Comissariado Europeu do Automóvel, estes pequenos truques também ajudam a reduzir as despesas com a manutenção dos veículos, a poluição sonora e ambiental e permitem uma diminuição de 15% nas emissões de dióxido de carbono.
E que truques são esses!?
Aqui fica a lista:

- Evitar acelerar quando se liga ou desliga o motor, pois não serve para nada (nem mesmo para impressionar as miúdas, acreditem);
- Optar pelas mudanças mais elevadas e pelo regime mais baixo (poucas rotações), desde que seja seguro;
- Manter uma velocidade constante e moderada, sem travagens ou acelerações bruscas e, preferencialmente, parar o carro sem reduzir previamente a mudança;
- Usar o ponto morto para desacelerar, há que aproveitar a inércia do veículo, deste modo, não é preciso travar (mas, se for preciso, convém fazê-lo, senão, em vez de diminuir as despesas de manutenção, aumentamo-las :P);
- Manter a distância de segurança em relação aos outros veículos;
- Conduzir de janelas e tejadilho fechados (abertos, a 100 Km/h, podem aumentar o consumo em 40%) e sem excesso de carga;
- Vigiar a pressão dos pneus;
- Se não for necessário prescindir do ar condicionado, que pode elevar o consumo em 20% (mas, feitas as contas e deitando por terra o mito, se estiver calor, é melhor o ar condicionado do que as janelas);
- Desligar o motor se se vai estar parado mais do que um minuto. Nas filas de trânsito, contrariando outro mito, o consumo é menor se não se desligar o motor;
- Em trajectos curtos, andar a pé sai mais barato e faz bem à saúde.

E são estes os segredos para gastar menos combustível. Se, mesmo com isto, acham que continuam a gastar demais:
Meus amigos, transportes públicos nas esquinas mais próximas de vós!


Sophia

sábado, 21 de junho de 2008

As Vozes do Mundo

"No vento que uiva
a quem saiba escutar,
o eco da chuva
num cão a ladrar.
No som do relógio,
no sino a dobrar,
as vozes das fontes
na pedra a falar.


Nas sombras dos tempos
os velhos sabiam,
ouvir as vozes do mundo a falar,
onde o segredo é saber calar.


Na sombra dos tempos,
os velhos diziam:
tudo no mundo vivia a falar,
os homens, as pedras, o sol e o luar,
os bichos da terra e os peixes do mar.


E falam as vozes nas ondas do mar
no som das esferas, de noite ao luar.
Nas velhas quimeras que falam a sós
de lá do outro mundo, no fundo de nós."


(Pedro de Orey)



Sophia

domingo, 15 de junho de 2008

Mais de menos

Queria mais, quero mais! Merecia mais, mereço mais! Sempre fui mais do que isso, continuo a ser mais do que isso! Mereço mais, quero mais! Chega de tantas vezes menos! Chega de me dares constantemente mais de menos! Basta! Quero mais, mereço mais, sou mais! Vou continuar a ser mais, a querer mais, a fazer por merecer mais! Vou sê-lo, vou querê-lo, vou merecê-lo! Podes mudar de nome, de cara, de feitio; podes todos os dias surpreender-me; podes todos os dias ser uma pessoa diferente e vestir-te de novas cores. Mas, ainda assim, quero mais porque mereço mais. Não vou renegar o direito que me assiste. Todos os dias tento dar o melhor de mim. Não cobro isso de ninguém. Vivo por isso e para isso. Isso faz-me feliz. Isso chega-me. Isso preenche-me perfeitamente. Mas, basta de sempre me fazeres parecer tonta e apareceres com mais de menos! Podes valer a pena, mas, está na hora de não me fazeres ser menos nunca mais!



Sophia

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Com outros olhos

Hoje é dia de repensar!
Por vezes, somos de tal modo arrastados por uma rotina, que fazemos coisas que já nem questionamos e que são perfeitamente desnecessárias e deixamos por fazer algo que está estabelecido não se dever fazer.
Por vezes, esta rotina e o que outros nos mostraram por seus olhos está tão intrincado em nós que ficamos estupefactos quando somos obrigados a parar e repensar.
É bom mantermos a sobriedade de não nos deixar arrastar e cair em rotina. É bom questionarmos. É bom colocarmos lentes diferentes e darmos diferentes leituras àquilo que outrém nos expõe. É bom explorarmos a constante novidade das coisas. O que pensamos e vemos em cada uma delas é tão válido como aquilo que alguém viu nelas ontem e como o que outro alguém verá nelas amanhã, pelo simples facto de que todas essas ópticas têm um porquê.

“Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.


Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.


Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moínhos
D. Quixote vê gigantes.


Vê moínhos? São moínhos.
Vê gigantes? São gigantes.”
(António Gedeão)


Sophia

terça-feira, 10 de junho de 2008

Muitos Uns

“Sou médico. Um médico é um médico; não escolhe doentes nem caminhos. (...) Um homem morto. Uma realidade directa que me tocava de perto. Tinha estropiado cadáveres na morgue; chegara a ver enfermos a agonizar durante as lições nas enfermarias; vivia cercado de doenças, misérias, estertores. Mas, tudo isso eram acontecimentos necessários para a lógica dos tratados. Esta morte dizia-me respeito. Conhecera o primo Lucas longe desse ambiente; era um homem, uma coisa viva e misturada nas recordações da minha infância; um ser pronto a sofrer, pronto aos júbilos e às desventuras. Os outros homens da enfermaria ou do necrotério não tinham para mim um história, serviam para confirmar uma ciência.
Alguma coisa estava brutalmente errada. Haviam-me iludido, magoado. Recebia uma lição. Daí em diante sofreria até à angústia o que é ter uma vida nas nossas mãos, uma vida que nos é entregue: um misto de desafio, de responsabilidade e de desespero.”


(Fernando Namora)


Sophia

domingo, 8 de junho de 2008

Soma e Segue!

Começou ontem o Campeonato Europeu de Futebol de 2008.
Para a equipa da casa foi, sem dúvida, um mau começo. A Suíça foi superior à selecção Checa e criou mais oportunidades, mas, foram os checos a marcar e a conquistar os três pontos. A somar a isto, a Suíça vê-se privada do seu capitão, Alexander Frei, que abandona o Euro, por lesão no joelho. No campo, o desalento de Frei e um passo atrás para a equipa Suíça.
Também para Portugal as coisas pareciam não querer começar bem, com a lesão do guarda-redes Quim, que, arrisco dizer, ameaçava e merecia alcançar a titularidade das malhas da baliza portuguesa.
Porém, não passou de uma aparência, o Europeu começou bem para nós.
Confirmou-se que somos uma equipa a jogar em casa e, embora nos tenha faltado um pouco de sorte nalgumas bolas fulcrais, levámos a melhor.
Sinceramente, tenho de dar a mão à palmatória, fui surpreendida. Esperava que os turcos nos criassem mais dificuldades e que não tivéssemos jogo para eles, depois das fracas exibições que a selecção das quinas mostrou durante o apuramento. Felizmente, enganei-me!
Assumimos as despesas do jogo, mantivémos a posse de bola, trocámos a bola com assertividade e segurança, fomos rápidos, explorámos bem os flancos (sobretudo na primeira parte, com Simão), aproveitámos os poucos espaços que os turcos permitiam e não nos arriscámos a amarelos desnecessários.
Quanto a jogadores, não há nenhum que eu ache ter-se destacado claramente. Neste jogo, jogámos muito como equipa e foi isso que nos deu a vitória. Apenas tenho alguns pontos a referir:
Nuno Gomes continua a não saber muito bem onde é que um ponta-de-lança deve estar; de vez em quando, desorienta-se um bocadinho (é o que eu chamaria um "ponta esquecida"). Quando começou a fazer qualquer coisa mais à ponta-de-lança, faltou-lhe um bocadinho de sorte e de confiança e foi substituído.
Pepe estava determinado a marcar, estava confiante e marcou mesmo. É um exemplo a seguir.
Bosingwa mostrou ter sido um talento desperdiçado pelo FC Porto.
Moutinho foi fantástico na sua leitura de jogo e rotação no passe que fez para a entrada de Raúl Meireles, no lance do segundo golo.
Deco, segundo os comentadores, fez um grande jogo. Eu não vi nada a não ser um mágico sem varinha. Deco não tinha pernas, não havia força. Meia dúzia de passos e a velocidade era parado. Não há magia sem truques de luz e não há truques de luz sem electricidade. O Mágico não tinha pernas e isso foi claro. Não o culpo, depois de tão poucas oportunidades para jogar durante esta época do Barça, mas, Scolari tinha de o ter poupado aos segundos 45 minutos.
No que diz respeito aos turcos, empurrão para cima era o lema deles. O melhor em campo da Turquia, para mim e apesar de ter nome de marca de tintas, foi Hamit Althintop. Há que apontar também Tunkay. Pode até ser bom jogador, mas, ontem revelou-se um grande cêpo e ingénuo face aos nossos defesas. Enfim, quase um 12º elemento da selecção lusa.
Por agora, não tenho mais a acrescentar.
Um excelente trabalho da equipa técnica na preparação dos jogadores, um grande espírito de equipa, um jogo de um nível já bastante aceitável e o primeiro lugar do grupo. Estão de parabéns. Esperemos que seja para continuar.


Sophia

Homem das Cavernas do Século XXI

Foi precisamente baptizado com o nome de CAVEman!
Quem é ele!?
Ele é a materialização de um arrojado projecto da Universidade de Calgary, no Canadá. Ele é o primeiro modelo virtual do corpo humano em 4D.
Sumariamente, consiste num grande holograma do corpo humano, com mais de 3000 elementos, que é projectado numa sala e manipulado como um jogo de computador, através da utilização de um programa informático criado na Universidade de Calgary.
Este atlas gigante permite ver, em pormenor e a partir de diferentes localizações, todos os componentes da nossa anatomia. Para além disso, ele engloba, nesta visão priveligiada, uma nova dimensão, a 4ª dimensão, o tempo, o que possibilita a visualização dos potenciais efeitos deste no nosso organismo.

Assim, esta afigura-se como uma nova promessa na área da Medicina, que poderá abrir novos horizontes no seguimento da evolução das doenças e no aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas.
Para os mais curiosos, poderão consultar mais informação e fotos em:

http://www.ucalgary.ca/news/may2007/caveman


Sophia

quarta-feira, 4 de junho de 2008

(In)Capacidade

Por vezes, querer não chega. Aliás, por vezes, pura e simplesmente, não chega. Independetemente de quereres, não saberes o que queres, ou achares que queres e não queres, por vezes, não chega. Por vezes, o que sentimos e o que fazemos fica num outro plano disso que queremos ou não queremos e achamos que sim, e não dá.
Não dá! Não chega! E é tudo!


Sophia

domingo, 1 de junho de 2008

Todos os Dias

Olá!
Aposto que todos sabem que hoje se assinala o Dia Mundial da Criança, instituído pela UNICEF.
Todavia, e sem colocar em causa a importância deste dia e de se pensar nas crianças de todo o Mundo (sobretudo nas que não têm a sorte que a maioria de nós teve), pergunto-me quantos de vocês não sabem, ou não sabiam até ontem que, Dia 31 de Maio (ontem) é o Dia Mundial da Luta Contra a Tabaco, ou melhor o Dia Mundial Sem Tabaco, uma vez que se resolveu fazer uma ligeira alteração no nome, pois os fumadores acham sempre que são presseguidos pelo resto do Mundo e arredores.
São dias, devíamos tentar resolver os problemas que levam à sua criação diariamente e não numa data específica, porque estes problemas existem todos os dias e não na data que lhes atribuímos, mas, como andamos todos demasiado ocupados para pensar em algo mais do que em nós, o melhor é mesmo que exista um dia para dada problemática, porque assim, pelo menos, há um dia em que se pensa nisso.
Por este motivo, resolvi escrever esta mensagem fora do dia atribuído ao problema, no dia a seguir.
Sou anti-tabagista, caso estejam a equacionar essa hipótese, dou-vos a confirmação. E quando digo que sou anti-tabagista, é porque sou mesmo anti-tabagista, sou anti-tabaco e não anti-fumadores. Eu e certamente a maioria dos anti-tabagistas. Somos contra o tabaco, não somos contra os fumadores, até porque a maioria dos anti-tabagistas têm familiares ou amigos que fumam. Assim, é bom que os fumadores que acham que são alvo de uma enorme conspiração parem para pensar.
Não há ninguém contra eles, há muita gente contra o tabaco e contra a falta de civismo de alguns fumadores que não respeitam a liberdade dos não fumadores e a sua opção de não fumar. Um fumador não pode impôr o fumo do seu cigarro a alguém que escolheu não fumar. Respeitar isso não significa que estejam a ser proíbidos de fumar e que a sua liberdade de escolha também esteja a ser posta em causa. Se quiserem fumem, mas fumem longe de quem não fuma!
E agora, muitos fumadores responderiam: Quem está mal mude-se!
Certo, até poderia concordar com isso, se estivéssemos a falar em locais dedicados a eles em vez de locais públicos.
Para uma pessoa com bom senso e civismo, independentemente de ser ou não fumador:
Faz mais sentido um fumador que está num restaurante e já terminou a sua refeição querer fumar e ter de ir para a rua fazê-lo ou um não fumador que está a comer na mesa ao lado ter de ir com o prato para a rua para conseguir comer sem levar com o fumo!?
É aceitável que um fumador, que seria capaz de dar a resposta acima citada, aquando da saída do metro, do comboio ou mesmo num passeio na rua, comece quase a correr e tape o caminho para não deixar passar para a frente alguém que não quer levar com o seu fumo!?
Podem achar que estou a exagerar, mas isto é verdade e não é acontecimento único.
Mais uma vez reforço que não sou contra os fumadores, sou contra o tabaco e contra as pessoas sem civismo que não respeitam os não fumadores.
Há fumadores civilizados e que respeitam as outras pessoas e há que os louvar por isso.
Contudo, permitam-me a ousadia de lhes chamar burros, a todos eles, sejam civilizados ou não (se calhar até mais aos civilizados)!
Provavelmente pertencem ao enorme grupo capaz de reclamar por uma taxa moderadora de €5 nos Serviços de Saúde para se tratarem do que quer que seja, mas, acham perfeitamente normal e inteligente pagarem, em média, €4 (a multiplicar por não sei quantos maços) para comprarem um Cancro do Pulmão, uma DPOC, um Buerger, entre outras!


Burros!
Mesmo burros!
Depois não se venham queixar!
Tentamos dizer-lhes isto e acham que os perseguimos!

Força então! Suicidem-se todos! Só não arrastem ninguém!
O Tabaco é que devia aumentar em vez do petróleo! Devia de haver uma praga qualquer que destruísse as plantações todas! Podia ser que esta gente toda tomasse juízo, em vez de se andar a matar aos poucos e a deixar filhos pequenos a sofrer quando morrem antes dos 40 com um cancro!
Tomem juízo! Digam que estou a persegui-los, mas, atinem!


Sophia

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Manias de Rico!

Sabem o que é o Inquérito Nacional de Saúde?
Não!?
Então, vou dar-vos uma ideia geral: O Inquérito Nacional de Saúde é o maior estudo de âmbito nacional a seguir ao Censos. Realiza-se de cinco em cinco anos, disponibiliza informação sobre a prevalência de várias doenças no nosso País, custa milhões ao Estado, e, por conseguinte, aos contribuintes, a maioria dos médicos nem sequer sabem que existe e os que sabem, em geral, não fazem uso dessa informação.

E a Hipertensão Pulmonar sabem o que é?
É uma doença que faz as pessoas terem falta de ar, dor no peito e cair para o lado, entre outras coisas e que mata, em média, 2 anos e meio depois de surgir.
Em Estocolmo, uma cidade com a mesma dimensão de Lisboa, existe um único centro direccionado para o diagnóstico, tratamento e seguimento dos doentes acometidos por este problema. Ainda há muito a caminhar, mas tem bons resultados e funciona.
Em Lisboa, existem quatro locais onde se diagnostica, trata e segue este tipo de casos. As práticas nem sempre são uniformes nos quatro centros (o que é de máxima importância na tentativa de tratar estes doentes), os recursos estão espalhados e a eficácia fica aquém da observada na Suécia. Há a intenção de criar um único centro, mas, até agora não passa disso mesmo: uma intenção. Os Suecos não têm vergonha de dizer: "Temos um único centro." Pelo contrário, dizem-no com orgulho: "Temos um único centro, com resultados."
E eu não tenho vergonha de dizer que temos de perder a mania de acharmos que somos um país rico, ser práticos, antever problemas, concretizar soluções e fazer as coisas andarem! Chega de manias de rico!


Sophia

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Leonardo: O Senhor dos Múltiplos Sentidos

Terminou na passada Terça-Feira, dia 20 de Maio, o ciclo de três conferências sobre Leonardo Di Vinci e a sua curiosidade infinita, preconizado pelo Dr. João Caraça e apadrinhado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Foram 2 horas muito bem empregues, que me deram a conhecer alguns elementos que ignorava até agora e que continuaram a alimentar toda a curiosidade que envolve o eterno mistério inerente a esta personagem maior da História Mundial.
Leonardo Di Vinci, Di Vinci porque era bastardo e natural de Vinci, Florença, como já devem saber. Di Vinci, o mestre dos duplos sentidos, aliás, dos múltiplos sentidos, o senhor das ambiguidades e das criações nebulosas, pouco claras, esfumadas! Leonardo é, sem dúvida, uma personalidade para venerar. Homem não dos sete, mas dos mil ofícios, dotado de uma vontade de observar, perceber e saber tudo, capaz de precisões ao mínimo pormenor, na matemática, na óptica, na mecânica, na hidráulica, na pintura, no desenho, ..., em tudo! Leonardo, o génio pré-moderno. Diria até, que era um homem muito mais avançado do que muita gente nossa contemporânea.
Se conhecerem o mínimo da sua obra, percebem o que digo e provavelmente concordarão comigo.
Mas, vamos às curiosidades!
Leram o Código Da Vinci!?
Excelente, não é!? Apelativo à imaginação e especulação!?
Sim, sem dúvida!
Mas, esqueçam-no agora!
Sabiam que a Última Ceia não é, de facto, a última ceia?
Um dos quadros mais famosos e mais alvo de especulação de Da Vinci, recebeu do próprio o nome original de Il Cenacolo, que em Italiano, em particular, Italiano Florentino, significa o que, em Português, chamamos de Tertúlia. E, nessa tertúlia, a personagem central é Leonardo e não Jesus Cristo!
Sabiam que a Mona Lisa, não é Lisa de Gherardini?
No Rx tirado ao quadro, no século XX, identificou-se um vulto conhecido por baixo da Mona Lisa, o vulto de Nibbio, o principal violador de Leonardo em criança. A figura feminina de Mona Lisa, é, diz-se, o próprio Leonardo Da Vinci, como ele se via.
Sabiam que, 100 anos antes da mestria de Galileu, Da Vinci, representou nalguns dos seus quadros, Júpiter e os seus satélites nas suas posições exactas?
Leonardo terá construído um telescópio e observado estes astros, muito antes de Galileu o sonhar.
Pois é!
Muitas curiosidades, muitas especulações!
Despertei "o bichinho" em vocês!?
Então, deixo-vos um site, onde poderão aprofundar estas questões e muitas mais: http://www.cesaremarchetti.org/ .
Outra sugestão que vos deixo é verem o documentário da BBC, editado em Portugal pelo Público: "Leonardo: The Man Who Wanted To Know Everything".

"He is never unambiguous and clear, but consistently layered, double functioning, polysemanthic...pictorial symbols as multiplex signs...ambiguity becomes a species of power." (Leo Steinberg)


Sophia

domingo, 18 de maio de 2008

Ontem, Hoje e Amanhã

Hoje assinala-se o dia Internacional dos Museus, e, por isso, achei que era uma boa altura para vos sugerir uma visita ao recém-nascido Museu do Oriente. Embora ainda não o tenha visitado, tenciono fazê-lo em breve, na medida em que, para além da curiosidade, tenho ouvido críticas bastante positivas em relação ao mesmo e pelo que pude apurar, apesar de um bocadinho "fora de mão", existem muitas alternativas em termos de transportes para chegar até lá.
E, já que estamos em maré de museus, deixo também o repto para darem um saltinho ao CCB, ao Museu Berardo e verem a exposição de Corbusier que lá se encontra agora. Corbusier foi um dos grandes da arquitectura contemporânea e julgo ser uma exposição para não perder.
Eu vou! E tu? Vais ficar aí sentado a ler blogs?


Sophia

sábado, 17 de maio de 2008

Quando? Como? Porquê?

Quando, aparentemente, nada mais há a fazer, quando chegamos ao fim do caminho, quando uma porta se fecha, quando um muro se ergue, quando a história chega ao fim, quando o tempo termina,... quando isso tudo... O que fazer? Passividade ou acção? Como agir? Que sentimentos incitar em nós? E porquê fomentar este em vez daquele, fazer isto em vez daquilo? Porquê alguém desistir? Porquê alguém ir à luta? Porquê alguém odiar, sentir raiva, sentir-se frustrado, sentir-se impotente, sentir-se injustiçado, sentir-se mal aventurado? Porquê alguém amar, sentir compaixão, sentir carinho, sentir-se realizado, sentir-se poderoso, sentir-se recompensado, sentir-se sortudo?... Porquê, como e quando?... Sabemos lá... Sempre ser o lado positivo da moeda? Dar-nos-à isso alguma vantagem? Provavelmente...Pelo menos a vantagem da consciência e talvez de um espírito livre, sossegado e alegre...Será?...Talvez sim, talvez não... Quando, como e porquê?... Sabemos lá...


Sophia

domingo, 11 de maio de 2008

5 x 3

Ontem foi mais um dia positivo para o desporto português, e, mais uma vez, não foi no campo do desporto rei.
O Parque das Nações, em Lisboa, recebeu mais uma prova do circuito Europeu de Triatlo.
Vanessa Fernandes foi estrela maior, ao vencer a prova. Arrebatou o 5º título Europeu consecutivo, batendo o recorde do triatleta holandês Rob Barel, que se sagrou Campeão Europeu de Triatlo por 4 vezes, na década de 80. Vanessa deixou, mais uma vez, claro que não tem concorrência europeia à altura e reforçou o seu favoritismo para chegar ao pódio em Pequim.
Mas, a prestação portuguesa não ficou por aqui. Depois de ter falhado a qualificação para os Olímpicos, Anaís Moniz regressou para conquistar o bronze no Campeonato Europeu, no escalão de júniores. Um bom resultado para esta jovem triatleta, mas, ainda assim, um bronze que soube a pouco, para alguém que já foi Campeã do Mundo em 2005.
Para Vanessa, parabéns por mais este título e pela preserverança, aplicação e disciplina que consagra ao seu treino, à sua preparação física e aos seus objectivos.
Para Anaís, congratulações pelo regresso aos bons resultados, mas, talvez lhe falte ainda, para ser uma verdadeira grande atleta e campeã, mais humildade, que lhe permita melhorar e aprender.


Sophia

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Vida

“A vida é uma oportunidade – aproveita-a
A vida é uma beleza – admira-a
A vida é um dom – aprecia-o
A vida é um desafio – aceita-o
A vida é um dever – assume-o
A vida é um jogo – joga-o
A vida é cara – preserva-a
A vida é um tesouro – conserva-o
A vida é um amor – saboreia-o
A vida é um mistério – aprofunda-o
A vida é uma promessa – cumpre-a
A vida é tristeza – ultrapassa-a
A vida é uma canção – canta-a
A vida é uma luta – trava-a
A vida é uma tragédia – enfrenta-a
A vida é uma aventura – ousa-a
A vida é nobre – merece-a
A vida é preciosa – não a destruas
A vida é vida – luta por ela!”
(Madre Teresa de Calcutá)
A propósito de vida e da Madre Teresa de Calcutá, aqui fica este poema.
Eu não sou, nem por sombras, a Madre Teresa, mas, resta-me acrescentar: a vida é única, vive-a! A maioria de nós tem oportunidades que muita gente no mundo actual nem sabe que existem, a maioria de nós tem facilidades que nunca existiram no passado (também temos complicações que não haviam antes é verdade), por isso, não ousem não aproveitá-las, justificá-las e merecê-las!
Sophia

domingo, 4 de maio de 2008

Toca a mexer!

Um estudo científico japonês revelou que a prática de exercício físico reduz o risco de desenvolver Doença de Alzheimer em 60%.
Apesar da natural reserva e precaução que deve pautar a interpretação dos resultados de todos estes estudos, parece-me um valor percentual bastante expressivo.
Sobretudo para os que têm uma genética que não os favorece, é uma boa altura para começar a prevenir.
Por isso, pessoal, toca a mexer!


Sophia

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Horas

“Horas, horas sem fim,
pesadas, fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.”


(Eugénio de Andrade)


Sophia

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Saudade

Queria ter ido, mas, não fui. Queria ter sido capaz de ir, mas, não fui. Algo se adiantou e decidiu que não fosse. Queria dizer tudo e não disse. Queria poder conseguir tudo e não consegui. Consegui tudo o que podia e isso basta-me. A mim e a vocês também, estou certa disso.
Queria ter ido e não fui. Queria ter conseguido e não consegui. E, por isso, estou aqui. Estou aqui. Estou aqui e não esqueço. Estou aqui e tenho-vos comigo. Queria ter ido, mas, não fui. Estou aqui. E tenho comigo uma mensagem, com grande grau de certeza a mais difícil que alguma vez hei-de escrever, uma mensagem de quatro nomes e muitos sentimentos. Estou aqui. Aqui, com amor, alegria, tristeza, saudade, lembrança, gratidão e preserverança; aqui, com quatro nomes e tudo o que sou...
...Obrigada!


Sophia

Distorções

Distorce-se a realidade, distorcem-se os princípios, distorce-se o carácter e a personalidade, distorcem-se os sentimentos, distorcem-se os amigos, os colegas e os conhecidos, distorcem-se as palavras e o seu tom... Num gesto facilitista e arrogante, distorce-se tudo, tudo o que há em redor, desde que isso seja conveniente e sirva qualquer propósito desejado.
É assim!...Um jogo de espelhos corrupto, desonesto, mas, por certo muito aliciante para os espíritos mais fracos. Espelhos constantemente manobrados e direccionados consoante os ângulos mais proveitosos, como se de um girassol se tratasse; espelhos que insistentemente, a cada tempo reflectem uma imagem diferente, conforme mais lhes convém; espelhos que se desdobram e multiplicam, sendo cada vez mais utilizados como método e como escape, atingindo tal disseminação que lhes permite ser a normalidade.
Mas, que raio!
Onde está a normalidade disto!? Onde se encontra normalidade na manipulação, na falsidade, no cinismo, na mesquinhez, na corrupção, na ausência de princípios e no carácter reptilário de tais mentes retorcidas!?
São distorções, falseamentos que se ampliam e se somam. São cada vez mais comuns, são distorções das pessoas, da sociedade, dos países e do mundo, distorções que nos aproximam da primitividade inicial e animalesca da espécie. São repugnantes falseamentos e não vejo normalidade nenhuma nisso!


Sophia