segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ouro Negro a quanto obrigas...

Esta é, provavelmente, a mais premente dica para aplicar na actualidade, de um conjunto de 20 que foram lançadas num artigo jornalístico:
Como poupar combustível?
Existe um conjunto de manobras simples que possibilitam uma redução de 15% do consumo anual de combustível e que são designadas sob a nomenclatura geral de "condução económica". Para além disso, segundo o Comissariado Europeu do Automóvel, estes pequenos truques também ajudam a reduzir as despesas com a manutenção dos veículos, a poluição sonora e ambiental e permitem uma diminuição de 15% nas emissões de dióxido de carbono.
E que truques são esses!?
Aqui fica a lista:

- Evitar acelerar quando se liga ou desliga o motor, pois não serve para nada (nem mesmo para impressionar as miúdas, acreditem);
- Optar pelas mudanças mais elevadas e pelo regime mais baixo (poucas rotações), desde que seja seguro;
- Manter uma velocidade constante e moderada, sem travagens ou acelerações bruscas e, preferencialmente, parar o carro sem reduzir previamente a mudança;
- Usar o ponto morto para desacelerar, há que aproveitar a inércia do veículo, deste modo, não é preciso travar (mas, se for preciso, convém fazê-lo, senão, em vez de diminuir as despesas de manutenção, aumentamo-las :P);
- Manter a distância de segurança em relação aos outros veículos;
- Conduzir de janelas e tejadilho fechados (abertos, a 100 Km/h, podem aumentar o consumo em 40%) e sem excesso de carga;
- Vigiar a pressão dos pneus;
- Se não for necessário prescindir do ar condicionado, que pode elevar o consumo em 20% (mas, feitas as contas e deitando por terra o mito, se estiver calor, é melhor o ar condicionado do que as janelas);
- Desligar o motor se se vai estar parado mais do que um minuto. Nas filas de trânsito, contrariando outro mito, o consumo é menor se não se desligar o motor;
- Em trajectos curtos, andar a pé sai mais barato e faz bem à saúde.

E são estes os segredos para gastar menos combustível. Se, mesmo com isto, acham que continuam a gastar demais:
Meus amigos, transportes públicos nas esquinas mais próximas de vós!


Sophia

sábado, 21 de junho de 2008

As Vozes do Mundo

"No vento que uiva
a quem saiba escutar,
o eco da chuva
num cão a ladrar.
No som do relógio,
no sino a dobrar,
as vozes das fontes
na pedra a falar.


Nas sombras dos tempos
os velhos sabiam,
ouvir as vozes do mundo a falar,
onde o segredo é saber calar.


Na sombra dos tempos,
os velhos diziam:
tudo no mundo vivia a falar,
os homens, as pedras, o sol e o luar,
os bichos da terra e os peixes do mar.


E falam as vozes nas ondas do mar
no som das esferas, de noite ao luar.
Nas velhas quimeras que falam a sós
de lá do outro mundo, no fundo de nós."


(Pedro de Orey)



Sophia

domingo, 15 de junho de 2008

Mais de menos

Queria mais, quero mais! Merecia mais, mereço mais! Sempre fui mais do que isso, continuo a ser mais do que isso! Mereço mais, quero mais! Chega de tantas vezes menos! Chega de me dares constantemente mais de menos! Basta! Quero mais, mereço mais, sou mais! Vou continuar a ser mais, a querer mais, a fazer por merecer mais! Vou sê-lo, vou querê-lo, vou merecê-lo! Podes mudar de nome, de cara, de feitio; podes todos os dias surpreender-me; podes todos os dias ser uma pessoa diferente e vestir-te de novas cores. Mas, ainda assim, quero mais porque mereço mais. Não vou renegar o direito que me assiste. Todos os dias tento dar o melhor de mim. Não cobro isso de ninguém. Vivo por isso e para isso. Isso faz-me feliz. Isso chega-me. Isso preenche-me perfeitamente. Mas, basta de sempre me fazeres parecer tonta e apareceres com mais de menos! Podes valer a pena, mas, está na hora de não me fazeres ser menos nunca mais!



Sophia

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Com outros olhos

Hoje é dia de repensar!
Por vezes, somos de tal modo arrastados por uma rotina, que fazemos coisas que já nem questionamos e que são perfeitamente desnecessárias e deixamos por fazer algo que está estabelecido não se dever fazer.
Por vezes, esta rotina e o que outros nos mostraram por seus olhos está tão intrincado em nós que ficamos estupefactos quando somos obrigados a parar e repensar.
É bom mantermos a sobriedade de não nos deixar arrastar e cair em rotina. É bom questionarmos. É bom colocarmos lentes diferentes e darmos diferentes leituras àquilo que outrém nos expõe. É bom explorarmos a constante novidade das coisas. O que pensamos e vemos em cada uma delas é tão válido como aquilo que alguém viu nelas ontem e como o que outro alguém verá nelas amanhã, pelo simples facto de que todas essas ópticas têm um porquê.

“Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.


Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.


Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moínhos
D. Quixote vê gigantes.


Vê moínhos? São moínhos.
Vê gigantes? São gigantes.”
(António Gedeão)


Sophia

terça-feira, 10 de junho de 2008

Muitos Uns

“Sou médico. Um médico é um médico; não escolhe doentes nem caminhos. (...) Um homem morto. Uma realidade directa que me tocava de perto. Tinha estropiado cadáveres na morgue; chegara a ver enfermos a agonizar durante as lições nas enfermarias; vivia cercado de doenças, misérias, estertores. Mas, tudo isso eram acontecimentos necessários para a lógica dos tratados. Esta morte dizia-me respeito. Conhecera o primo Lucas longe desse ambiente; era um homem, uma coisa viva e misturada nas recordações da minha infância; um ser pronto a sofrer, pronto aos júbilos e às desventuras. Os outros homens da enfermaria ou do necrotério não tinham para mim um história, serviam para confirmar uma ciência.
Alguma coisa estava brutalmente errada. Haviam-me iludido, magoado. Recebia uma lição. Daí em diante sofreria até à angústia o que é ter uma vida nas nossas mãos, uma vida que nos é entregue: um misto de desafio, de responsabilidade e de desespero.”


(Fernando Namora)


Sophia

domingo, 8 de junho de 2008

Soma e Segue!

Começou ontem o Campeonato Europeu de Futebol de 2008.
Para a equipa da casa foi, sem dúvida, um mau começo. A Suíça foi superior à selecção Checa e criou mais oportunidades, mas, foram os checos a marcar e a conquistar os três pontos. A somar a isto, a Suíça vê-se privada do seu capitão, Alexander Frei, que abandona o Euro, por lesão no joelho. No campo, o desalento de Frei e um passo atrás para a equipa Suíça.
Também para Portugal as coisas pareciam não querer começar bem, com a lesão do guarda-redes Quim, que, arrisco dizer, ameaçava e merecia alcançar a titularidade das malhas da baliza portuguesa.
Porém, não passou de uma aparência, o Europeu começou bem para nós.
Confirmou-se que somos uma equipa a jogar em casa e, embora nos tenha faltado um pouco de sorte nalgumas bolas fulcrais, levámos a melhor.
Sinceramente, tenho de dar a mão à palmatória, fui surpreendida. Esperava que os turcos nos criassem mais dificuldades e que não tivéssemos jogo para eles, depois das fracas exibições que a selecção das quinas mostrou durante o apuramento. Felizmente, enganei-me!
Assumimos as despesas do jogo, mantivémos a posse de bola, trocámos a bola com assertividade e segurança, fomos rápidos, explorámos bem os flancos (sobretudo na primeira parte, com Simão), aproveitámos os poucos espaços que os turcos permitiam e não nos arriscámos a amarelos desnecessários.
Quanto a jogadores, não há nenhum que eu ache ter-se destacado claramente. Neste jogo, jogámos muito como equipa e foi isso que nos deu a vitória. Apenas tenho alguns pontos a referir:
Nuno Gomes continua a não saber muito bem onde é que um ponta-de-lança deve estar; de vez em quando, desorienta-se um bocadinho (é o que eu chamaria um "ponta esquecida"). Quando começou a fazer qualquer coisa mais à ponta-de-lança, faltou-lhe um bocadinho de sorte e de confiança e foi substituído.
Pepe estava determinado a marcar, estava confiante e marcou mesmo. É um exemplo a seguir.
Bosingwa mostrou ter sido um talento desperdiçado pelo FC Porto.
Moutinho foi fantástico na sua leitura de jogo e rotação no passe que fez para a entrada de Raúl Meireles, no lance do segundo golo.
Deco, segundo os comentadores, fez um grande jogo. Eu não vi nada a não ser um mágico sem varinha. Deco não tinha pernas, não havia força. Meia dúzia de passos e a velocidade era parado. Não há magia sem truques de luz e não há truques de luz sem electricidade. O Mágico não tinha pernas e isso foi claro. Não o culpo, depois de tão poucas oportunidades para jogar durante esta época do Barça, mas, Scolari tinha de o ter poupado aos segundos 45 minutos.
No que diz respeito aos turcos, empurrão para cima era o lema deles. O melhor em campo da Turquia, para mim e apesar de ter nome de marca de tintas, foi Hamit Althintop. Há que apontar também Tunkay. Pode até ser bom jogador, mas, ontem revelou-se um grande cêpo e ingénuo face aos nossos defesas. Enfim, quase um 12º elemento da selecção lusa.
Por agora, não tenho mais a acrescentar.
Um excelente trabalho da equipa técnica na preparação dos jogadores, um grande espírito de equipa, um jogo de um nível já bastante aceitável e o primeiro lugar do grupo. Estão de parabéns. Esperemos que seja para continuar.


Sophia

Homem das Cavernas do Século XXI

Foi precisamente baptizado com o nome de CAVEman!
Quem é ele!?
Ele é a materialização de um arrojado projecto da Universidade de Calgary, no Canadá. Ele é o primeiro modelo virtual do corpo humano em 4D.
Sumariamente, consiste num grande holograma do corpo humano, com mais de 3000 elementos, que é projectado numa sala e manipulado como um jogo de computador, através da utilização de um programa informático criado na Universidade de Calgary.
Este atlas gigante permite ver, em pormenor e a partir de diferentes localizações, todos os componentes da nossa anatomia. Para além disso, ele engloba, nesta visão priveligiada, uma nova dimensão, a 4ª dimensão, o tempo, o que possibilita a visualização dos potenciais efeitos deste no nosso organismo.

Assim, esta afigura-se como uma nova promessa na área da Medicina, que poderá abrir novos horizontes no seguimento da evolução das doenças e no aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas.
Para os mais curiosos, poderão consultar mais informação e fotos em:

http://www.ucalgary.ca/news/may2007/caveman


Sophia

quarta-feira, 4 de junho de 2008

(In)Capacidade

Por vezes, querer não chega. Aliás, por vezes, pura e simplesmente, não chega. Independetemente de quereres, não saberes o que queres, ou achares que queres e não queres, por vezes, não chega. Por vezes, o que sentimos e o que fazemos fica num outro plano disso que queremos ou não queremos e achamos que sim, e não dá.
Não dá! Não chega! E é tudo!


Sophia

domingo, 1 de junho de 2008

Todos os Dias

Olá!
Aposto que todos sabem que hoje se assinala o Dia Mundial da Criança, instituído pela UNICEF.
Todavia, e sem colocar em causa a importância deste dia e de se pensar nas crianças de todo o Mundo (sobretudo nas que não têm a sorte que a maioria de nós teve), pergunto-me quantos de vocês não sabem, ou não sabiam até ontem que, Dia 31 de Maio (ontem) é o Dia Mundial da Luta Contra a Tabaco, ou melhor o Dia Mundial Sem Tabaco, uma vez que se resolveu fazer uma ligeira alteração no nome, pois os fumadores acham sempre que são presseguidos pelo resto do Mundo e arredores.
São dias, devíamos tentar resolver os problemas que levam à sua criação diariamente e não numa data específica, porque estes problemas existem todos os dias e não na data que lhes atribuímos, mas, como andamos todos demasiado ocupados para pensar em algo mais do que em nós, o melhor é mesmo que exista um dia para dada problemática, porque assim, pelo menos, há um dia em que se pensa nisso.
Por este motivo, resolvi escrever esta mensagem fora do dia atribuído ao problema, no dia a seguir.
Sou anti-tabagista, caso estejam a equacionar essa hipótese, dou-vos a confirmação. E quando digo que sou anti-tabagista, é porque sou mesmo anti-tabagista, sou anti-tabaco e não anti-fumadores. Eu e certamente a maioria dos anti-tabagistas. Somos contra o tabaco, não somos contra os fumadores, até porque a maioria dos anti-tabagistas têm familiares ou amigos que fumam. Assim, é bom que os fumadores que acham que são alvo de uma enorme conspiração parem para pensar.
Não há ninguém contra eles, há muita gente contra o tabaco e contra a falta de civismo de alguns fumadores que não respeitam a liberdade dos não fumadores e a sua opção de não fumar. Um fumador não pode impôr o fumo do seu cigarro a alguém que escolheu não fumar. Respeitar isso não significa que estejam a ser proíbidos de fumar e que a sua liberdade de escolha também esteja a ser posta em causa. Se quiserem fumem, mas fumem longe de quem não fuma!
E agora, muitos fumadores responderiam: Quem está mal mude-se!
Certo, até poderia concordar com isso, se estivéssemos a falar em locais dedicados a eles em vez de locais públicos.
Para uma pessoa com bom senso e civismo, independentemente de ser ou não fumador:
Faz mais sentido um fumador que está num restaurante e já terminou a sua refeição querer fumar e ter de ir para a rua fazê-lo ou um não fumador que está a comer na mesa ao lado ter de ir com o prato para a rua para conseguir comer sem levar com o fumo!?
É aceitável que um fumador, que seria capaz de dar a resposta acima citada, aquando da saída do metro, do comboio ou mesmo num passeio na rua, comece quase a correr e tape o caminho para não deixar passar para a frente alguém que não quer levar com o seu fumo!?
Podem achar que estou a exagerar, mas isto é verdade e não é acontecimento único.
Mais uma vez reforço que não sou contra os fumadores, sou contra o tabaco e contra as pessoas sem civismo que não respeitam os não fumadores.
Há fumadores civilizados e que respeitam as outras pessoas e há que os louvar por isso.
Contudo, permitam-me a ousadia de lhes chamar burros, a todos eles, sejam civilizados ou não (se calhar até mais aos civilizados)!
Provavelmente pertencem ao enorme grupo capaz de reclamar por uma taxa moderadora de €5 nos Serviços de Saúde para se tratarem do que quer que seja, mas, acham perfeitamente normal e inteligente pagarem, em média, €4 (a multiplicar por não sei quantos maços) para comprarem um Cancro do Pulmão, uma DPOC, um Buerger, entre outras!


Burros!
Mesmo burros!
Depois não se venham queixar!
Tentamos dizer-lhes isto e acham que os perseguimos!

Força então! Suicidem-se todos! Só não arrastem ninguém!
O Tabaco é que devia aumentar em vez do petróleo! Devia de haver uma praga qualquer que destruísse as plantações todas! Podia ser que esta gente toda tomasse juízo, em vez de se andar a matar aos poucos e a deixar filhos pequenos a sofrer quando morrem antes dos 40 com um cancro!
Tomem juízo! Digam que estou a persegui-los, mas, atinem!


Sophia