segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Súplica

“Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.”
(Miguel Torga)
Sophia

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Paus a mais!

Já que tanto tem andado em voga a questão ambiental, nomeadamente por meio das energias renováveis, do recente Dia Europeu Sem Carros e afins, vou dar-vos conta de uma situação que não é nova nem surpreendente, mas que muitos de vós, provavelmente, ignoram.
Os tradicionais pauzinhos chineses já são utilizados como talheres há milhares de anos. Todavia, com o crescimento populacional da grande potência asiática, esta tradição tem-se vindo a revelar um problema ecológico de relevo, na medida em que, anualmente, a China é responsável por uma produção de cerca de 45 mil milhões de pauzinhos de madeira, a partir do corte de incontáveis árvores e plantas de bambu.
No entanto, o governo chinês tomou medidas para contornar o problema.
Adivinhem!?
Aumentaram o imposto sobre a venda dos ditos pauzinhos em 5%.
Esta medida parece tudo menos uma preocupação ambiental. Não são 5% de aumento no imposto que vão fazer com que se produzam menos pauzinhos.
Enfim, ao fim e ao cabo, é esta a forma como se resolvem as coisas na China: os Jogos Olímpicos; o caso do leite contaminado; os pauzinhos; e muitas, muitas outras situações, certamente.



Sophia

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Cada um Com a Sua


The Story

"All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you."

(from Brandi Carlyle)




Sophia

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Coisas...

Que hoje é o Dia Europeu Sem Carros já todos devem ter ouvido dizer.
Agora, sabiam vocês que hoje é também o Dia dos Contabilistas, o Dia dos Amantes e o dia em que se completam 35 anos da estreia do Exorcista!?
Eu estava capaz de estabelecer uma linha de raciocínio entre estas "comemorações" todas, mas, deixo margem para a vossa imaginação...
E, aproveitando para completar, foi há, exactamente, 16 anos que estreou, na NBC, a série Friends.
Mas, voltando ao que interessa, em vez de andarem aqui a ler blogs, aproveitem para amar muito e hoje nada de carros, dêem largas à criatividade e sejam originais...


Sophia

Pensamentos Perdidos

Há coisas que escapam ao poder da mente humana, coisas que acho que nunca irei compreender e que não posso controlar. E, no entanto, são essas coisas que decidem a minha vida, sem que possa evitá-lo.
Castelo Branco, Setembro/Outubro de 2003
Nada é tão mau como parece, nada é tão bom como se quer.
Vila Franca de Xira, Julho de 2008

Há algo em ti que é mais do que consegues dizer.
Vila Franca de Xira, Julho de 2008
A vida é muito mais do que aquilo que vivemos.
Castelo Branco, Setembro de 2008

Querer ser mais, mas, querer ser mais por nós próprios, sê-lo por nós e não por uma qualquer sombra, que nos ofusca, nos asfixia e se pretende iluminar com a nossa luz, alimentar da nossa energia. Devemos ser diferentes, ser melhores ou piores, mudar porque assim o desejamos, devemos fazê-lo por nós em primeiro lugar e jamais por qualquer outra pessoa, pelo simples facto de que connosco vamos ter, incontornavelmente, de viver a vida toda e com qualquer outra pessoa vamos ter de viver apenas até que algo assim o determine.
Castelo Branco, Setembro de 2008
Sophia

domingo, 14 de setembro de 2008

Ventos de Confusão

Vem de nenhures e, de um sopro, mistura tudo, baralha, desorganiza, desorienta e faz chover onde não era suposto, aperta onde não devia. Ventania não convidada, persistente, cansativa, que chega a roçar o esgotante, é enevoada no seu início e das suas origens pouco se conhece. Mói e remói, dança no ar e não desaparece, de tão contida por uma rede que funciona a mil por hora, quase dia e noite, reclamando um descanso que não chega e uma féria que não recebe. Tudo no caminho para um desconhecido, que se espera ser de respostas e calmaria. Talvez optimista, talvez utópico, talvez esperançosa e pacientemente realista.


Sophia

Disrupção

"Neste mundo em que esquecemos
Somos sombras de quem somos,
E os gestos reais que temos
No outro em que, almas, vivemos,
São aqui esgares e assomos.

Tudo é nocturno e confuso
No que entre nós aqui há.
Projecções, fumo difuso
Do lume que brilha ocluso
Ao olhar que a vida dá.

Mas um ou outro, um momento,
Olhando bem, pode ver
Na sombra e seu movimento
Qual no outro mundo é o intento
Do gesto que o faz viver.(...)"
(Fernando Pessoa)



Sophia

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Novo Arranque

Lance Armstrong, o Rei do Tour, anunciou o seu regresso ao ciclismo, para a época de 2009.
Em expressão da sua vontade de contribuir na luta contra o cancro e dos conselhos da família e dos amigos chegados, Arsmstrong deciciu voltar à estrada e à competição, para regozijo dos seus fãs e dos adeptos do ciclismo em geral.
Quero crer que, se Arsmstrong tomou esta decisão, o fez por meio de uma reflexão ponderada e por se sentir em forma para voltar a pedalar ao mais alto nível. Se assim for, estou certa de que este regresso será uma mais valia para o ciclismo internacional, para o espectáculo deste desporto e para os fãs da modalidade e deste ciclista prodigioso.
Quem não tem saudades das suas escaladas impressionantes, das respostas prontas aos ataques directos dos adversários, das forças escondidas, que se revelam no final de dezenas de quilómetros, vindas de onde se julgava que já não existia mais energia para se renovar!?
Se este regresso tiver um fundamento sério, acredito que teremos motivos para continuar a vibrar com as corridas de Lance Armstrong.



Sophia