domingo, 31 de agosto de 2008

Tempos e Contra-tempos

São momentos, grãos de areia perdidos num espaço, infinitos para si próprios e uns para os outros, contidos, demarcados e extremamente finitos aos olhos de outrém e ao mudar das luas, cada vez mais esbatidos ou mais firmes, mas limitados, ao correr da distância.
São tempos, são caras, são corações, são mentes e almas de tristezas, de alegrias, de obstáculos, de vitórias, enfim, de um sem fim de pedaços de vida. Pedaços de um puzzle por demais complexo, que é mais do que todas essas peças juntas e que, ainda assim, ameaça, por vezes, surgir incompleto. E que grande mentira nessa ameaça, que faz sofrer e que tem tão simples solução, rodar as peças, mudá-las de sítio, dar-lhes um novo enquadramento. E eis que surge um puzzle perfeitamente completo, assim o queremos!


Sophia

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

E salta Nélson, olé, olé!...

O 2º elemento fantástico da comitiva Portuguesa nos Jogos Olímpicos: Nélson Évora!
Acreditou, não subestimou adversários, tomou balanço, correu, agarrou bem a tábua e saltou, respondeu a cada adversário com um salto melhor, uma salto para Nº 1. Nélson não desiludiu, Nélson cumpriu, não deixou os seus créditos por mãos alheias, não foi a Pequim passear, não cedeu à pressão da competição nem à doença do pai. Nélson venceu, com grande nível. E, Nélson é, dos atletas portugueses que nos representaram, um dos que recebe menos dinheiro!
Pena que seja necessária uma comitiva de mais de 70 atletas para trazer 2 medalhas. Há algo de muito errado aqui. De qualquer forma, uma palavra de apreço a Ana Cabecinha e Vera Santos. As novatas marchadoras estiveram bem na prova, suaram, não fizeram declarações parvas e aumentaram, pela sua atitude positiva, ainda mais a vergonhosa postura de Susana Feitor. Uma palavra também a Gustavo Lima, um bom resultado, apesar de não ter dado para a medalha, uma prova condigna, uma boa carreira. Só não precisava de se escudar das afirmações de Vanessa, não lhe serviam a ele certamente, não tinha do que se defender.
De resto, Vanessa Fernandes e Nélson Évora! É o que dá!
Muitos parabéns, Nélson! A saltar cada vez mais até 2012, até Londres, pode ser!?


Sophia

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sangue, Suor e Lágrimas!

Corro o risco de me repetir, aliás, sei que me vou repetir.
Porque será!?
Será porque os bons motivos para escrever algo vêm quase sempre dos mesmos lados, das mesmas pessoas!?
Em Maio, escrevi uma mensagem a propósito do 5º Título Europeu de Triatlo consecutivo de Vanessa Fernandes.
Hoje, não podia deixar de voltar a escrever. Nesta madrugada, Vanessa Fernandes voltou a ser grande, enorme, desta vez em Pequim.
A Australiana Snowsill não deu hipóteses. Mas, Vanessa cumpriu. Correu, pedalou, nadou, no seu máximo, sofrendo até ao limite e ganhou a prata, a primeira medalha de Portugal nestes Olímpicos de 2008.
O Presidente do Comité Olímpico Português pediu hoje brio e pofissionalismo aos atletas portugueses, que tão mal se têm portado, a todos os níveis. O aviso é mais do que merecido e, mesmo assim, ainda foi benevolente. Vergonhosas as prestações da maioria dos atletas nacionais até agora e ainda mais vergonhosas as suas reles justificações. Deviam ter ficado em casa. Levámos uma cambada de coxos (sem ofensa aos coxos), comodistas, boémios, oportunistas, chulos (com perdão da palavra) aos Jogos.
Vanessa foi brio, profissionalismo, esforço, suor, alma, disciplina e glória, como sempre, e, é, assim, um exemplo a seguir.
Sócrates elogiou Vanessa e dirigiu apreço a Obikwelu, e, muito bem, mas, estendeu, e muito mal, a congratulação aos restantes atletas. Asneira! Errado colocar no mesmo saco uma atleta com a qualidade, o espírito, a fibra e o rendimento de Vanessa Fernandes, um atleta com a humildade de Francis Obikwelu e os restantes representantes portugueses! Sócrates que em tantas ocasiões utiliza, despropositadamente, a sua arrogância, não soube dar o merecido puxão de orelhas aos desportistas lusos. Onde anda a sua arrogância, Sr. Primeiro, quando ela é precisa!?
E, por aqui me fico.
Parabéns Vanessa! A continuar assim, talvez um toque dourado em Londres 2012!



Sophia

A Conta-Gotas

Neste período estival, que tanto inspira umas horas bem passadas na piscina, é oportuno atentar num estudo da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica) sobre a utilização de cloro nas piscinas e a sua correlação com o surgimento de patologia pulmonar em bébés e crianças com predisposição genética para atopias.
O cloro é um desinfectante muito eficaz da água, mas, quando em excesso, pode ser nocivo para a saúde e promover asma e outros danos pulmonares. Os efeitos deletérios do cloro são mais expressivos e graves em crianças com idade inferior a três anos, uma vez que até esta idade os pulmões se encontram em plena fase de desenvolvimento e, como tal, são mais vulneráveis a um elemento tão irritante como o cloro.



Sophia

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Entre Banho Maria e Ponto de Ebulição

Oscilando entre calma e indiferença fabricada e um estado de irritação prestes a fazer estragos. Eis um momento de vida que todos experimentamos um dia. Não único, não raro.
Porque a nossa natureza já nos traz, à partida, num ponto próximo disto. Porque a saturação dos dias e do ambiente assim o desencadeiam, instalam ou fomentam. Porque algo ou alguém nos puxa e empurra para isso insistentemente. Porque o passar do tempo não se compadece com os nossos esforços, fazendo com que numa sequência indeterminada de dias se acumulem rasteiras e quedas. Porque nos sufoca o constrangimento do espaço. Porque nos é roubado o ar. Porque nos cortamos numa faca ou porque nos queimamos, ou porque alguém nos espetou uma faca, nos picou, nos fez queimar por dentro. Porque o simples sopro ou o exuberante guincho das vozes demasiadamente mesquinho, vil, desagradável, duro, gélido ou injusto. Porque sabemos lá. Porque tanto para tão pouco, por tão pouco. Porque pouco para o que devia.
Porque tudo isto, variamos entre um acumular paulatino e confortável e um estado fervoroso de irritação, ou alheamos os nossos sentidos e nada aconteceu ou, contraem-se os músculos, latejam as têmporas, acelera o bater do coração, cria-se um aperto no peito que impele gritos e palavras irrascíveis ou de razão, de apaziguamento ou de irritação, que se formam na garganta, percorre o corpo um calor, a força do que se conhece e se sente ser injusto, inverosímel ou do que se sabe ser dolorosamente verdadeiro faz o cérebro trabalhar a mil e desdobrar-se em argumentos, desenrola-se por segundos, minutos ou horas uma luta entre tudo o que esse mesmo cérebro processa, entre o que deseja e o que julga ponderado, e entre o que os gritos formados na garganta ameaçam fazer-nos vociferar, guarda-se na memória, o que queremos apagar por ser brutalmente real, gera-se uma irreprimível vontade de mudança.
E tudo isto dói, tudo isto cansa!
Tudo isto exige libertação das forças negativas, acção e mudança. E perante isso, jamais revoguemos a nossa natureza pro-activa.



Sophia

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Amigo

"Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!

"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!"
(Alexandre O'Neill)


Sophia

sábado, 9 de agosto de 2008

Duro de Roer!

O diamante é o elemento mais duro, é o número 1 na escala geológica de dureza, certo!?
Errado!
Parece que o diamante já não é o material mais duro. Há cerca de ano e meio que investigadores das Universidades de Washington, Wisconsin e de Ruhr Bochum afirmaram ter produzido um elemento mais resistente do que o diamante, ao juntarem titanato de bário (material cerâmico) com estanho derretido. Segundo os cientistas, este novo composto, depois de arrefecer, vê alterar-se a sua estrutura cristalina e aumentar o seu volume. Este novo material, sujeito a uma força rítmica, por meio de um electro-íman, evidenciou uma resistência à força de torção dez vezes superior à do diamante.
Quanto à possível utilidade deste material, não se encontram muitas referências às mesmas, mas, a principal aplicabilidade apontada reside na sua promissora utilização na construção de estruturas anti-choque.
Resta saber se este novo material super-resistente não será ainda mais caro do que os diamantes! Se assim for, poderá dizer-se que essas estruturas sairão não a peso de ouro, mas sim, a peso de diamante, isto se tal não puser em causa a sua rentabilidade de tal forma que estas não sejam sequer construídas com este novo material.


Sophia

domingo, 3 de agosto de 2008

Um Poema

"Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz... "
(Miguel Torga)
Sophia

Sopa de Letras

Já alguma vez pensaram como se poderia escrever com caracteres chineses num teclado normal!?
Grande epopeia seria, já que o chinês tradicional conta com mais de 56 mil ideogramas e estes dificilmente caberiam num teclado de um computador.
Desta forma, parte-se de uma versão reduzida do idioma, a qual contabiliza 8000 caracteres. Mesmo assim, colocar per si estes 8000 símbolos num teclado constituiria uma tremenda e complicadíssima empresa, motivo pelo qual se recorre ao pinyin. Este é um dos métodos disponíveis para solucionar esta salgalhada e baseia-se num mecanismo de romanização do idioma chinês, em que se usam letras do nosso alfabeto latino para escrever os ideogramas chineses tal como estes soam. Ao utilizar uma letra do alfabeto latino, um programa mostra todos os caracteres chineses associados à transcrição fonética dessa letra, tendo o utilizador apenas de escolher, de entre os vários apresentados, qual o que tenciona aplicar.
Parece simples, resta saber se será mesmo assim tão simples.



Sophia